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Omar Cunha, ex-Shell: “Trump não estudou nem um pouco de história”

25 de maio, 2026

Omar Carneiro da Cunha, ex-presidente da Shell Brasil, conversa com Adriano Pires sobre como a guerra no Irã pode redesenhar a geopolítica da energia – e o papel do Brasil nisso.

Para Cunha, que também foi conselheiro da Petrobras, o presidente Donald Trump errou ao subestimar os riscos econômicos no Estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante do comércio global de energia – e representa “uma vulnerabilidade estratégica enorme” para os EUA. 

“O duro é que o Trump não estudou nem um pouco de história,” afirmou neste episódio do podcast POWER. 

Distante das zonas de conflito, e exportador líquido de petróleo, o Brasil pode “virar uma alternativa na área de suprimento” na visão de Cunha. Mas essa vantagem tem limites. Adriano Pires lembrou que o Brasil negligencia o refino. “Se tivéssemos uma abertura mais consistente no refino, poderíamos até ser exportadores de diesel, de gasolina,” disse Pires.

Presidente da Shell Brasil entre 1992 e 1994, Cunha acompanhou a abertura do setor de distribuição na era Collor — um processo que hoje vê como “irresponsável”. Para ele, a falta de exigências mínimas de capital, estrutura e expertise abriu espaço para distorções que ainda contaminam o setor. “Começou-se um jogo de sonegação fiscal.”

Cunha decidiu sair do conselho da Petrobras em 2021, depois da interferência do governo na empresa. “A Petrobras já é uma empresa que tem economia mista, que já tem investidores privados — embora, às vezes, o controlador se esqueça disso.” 

O Power é patrocinado por Âmbar Energia, Copa Energia, Edge, Enel, Energisa, Light, Ultra e Shell.

Também disponível no Spotify.

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