Rogério Marinho: “Não é Lula vs. Bolsonaro. É qual País queremos”

21 de jun, 2026

Na estreia da série de entrevistas Brasil 26, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu uma agenda de controle nas contas públicas, privatizações e forte desburocratização.

Em entrevista ao repórter Giuliano Guandalini, Marinho apresentou pontos da candidatura: orçamento realista, queda da dívida, desburocratização, segurança jurídica, concessões, privatizações e combate ao crime organizado.

“Precisamos dizer ao mundo que somos um porto seguro,” afirmou o senador. Sem detalhar os planos em discussão, afirmou que é possível fazer uma série de simplificações regulatórias infralegais sem a necessidade de aprovação no Congresso.

“Discordo de que o País não esteja em crise,” afirmou Marinho. “O Brasil vive uma crise moral, uma crise fiscal e existe uma dualidade na administração da economia,” disse o senador. “A política monetária aponta numa direção e a política fiscal numa completamente diferente.” Segundo Marinho, o desarranjo fiscal inviabiliza negócios no País e disse que o ex-ministro Fernando Haddad “é o maior ministro da Fazenda do Paraguai” e citou o recorde no número de falências. “As empresas estão deixando o País. Isso aqui virou um paraíso de rentistas.”

Marinho tem liderado projetos relevantes no Congresso e foi o principal relator da reforma trabalhista. Agora articula um projeto de flexibilização das horas de trabalho, uma proposta alternativa à redução da jornada defendida pelo Governo. “Você já se perguntou como 90% das microempresas do País vão lidar com essa situação?” 

Com relação à campanha política, Marinho minimizou o impacto das pesquisas que mostram queda na intenção de votos e rejeição em alta de Flávio Bolsonaro, afirmando que a base do candidato permanece intacta.

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