Agora é oficial: Nubank.
O banco de David Vélez anunciou a compra de 100% do Banco Porto Real de Investimentos, uma instituição financeira carioca da família Tarquínio Monteiro da Costa.
O valor da transação não foi divulgado, e o fechamento ainda depende da aprovação do BC.
Com a compra, o Nubank passará a ter uma licença bancária dentro de seu conglomerado – cumprindo a Resolução Conjunta 17, que restringiu o uso de expressões como “banco” e “bank” a instituições autorizadas a operar dessa forma.
Hoje, o Nubank opera no País por meio de licenças de instituição de pagamento, sociedade de crédito, financiamento e investimento, além de corretora de valores.
O Nubank já havia anunciado em dezembro que buscaria uma licença bancária em 2026 para se adequar à resolução e preservar sua identidade.

A companhia tinha basicamente dois caminhos: solicitar uma autorização do zero ou adquirir uma instituição que já tivesse a licença. Decidiu tomar a segunda rota.
O Nubank também vinha negociando a compra da unidade brasileira do banco português Caixa Geral de Depósitos e não deixou claro se vai continuar no processo.
O Porto Real é um banco comercial voltado à concessão de crédito para clientes de atacado — e minúsculo quando comparado ao comprador.
O banco pertencia à família Tarquínio Monteiro da Costa, que fez fortuna com a Companhia Fluminense de Refrigerantes, que engarrafava Coca-Cola no Brasil. A empresa foi adquirida em 2013 pela FEMSA por US$ 448 milhões.
Segundo dados do Banco Central referentes a março, a instituição tinha R$ 32,1 milhões em ativos, patrimônio líquido de R$ 31,4 milhões e lucro de R$ 352 mil – uma fração do tamanho do Nubank.
O Nubank disse que a operação não exigirá capital ou liquidez adicionais relevantes.
Segundo Vélez, a aquisição evidencia que o Brasil segue como o principal foco do Nubank, mesmo com a expansão mais acelerada em mercados como México e Colômbia.
“Treze anos depois, o Brasil segue sendo nosso principal foco, um mercado onde ainda podemos expandir significativamente nossa participação,” disse o fundador.
A aquisição acontece em um momento de mudanças no management da empresa.
Rob Livingstone acaba de assumir o cargo de CFO, depois de Guilherme Lago anunciar que deixaria a empresa após cinco anos e meio para empreender – pegando o mercado de surpresa.
Na semana passada, o Nubank também anunciou que Lívia Chanes, então CEO da operação brasileira, também passou a responder pelos negócios na América Latina.
Neste mês, o banco também recebeu a autorização da Comissão Nacional Bancária e de Valores do México para atuar como banco no país.
As ações do Nubank sobem 8,5% nos últimos doze meses. A empresa vale US$ 67,6 bilhões.











