A JHSF agora vai operar nas duas pontas da rota São Paulo-Miami, uma das mais relevantes para a aviação executiva nacional.

Colocando mais uma peça em seu ecossistema de luxo, a empresa anunciou hoje a compra do Embassair, um negócio de infraestrutura aeroportuária – no jargão do meio, um Fixed Base Operator (FBO) – que presta serviços de handling, manutenção, abastecimento e hangaragem no aeroporto executivo de Opa-Locka, a 30 minutos de Downtown Miami.

Além de ajudar nas receitas recorrentes e na estratégia de expansão internacional da empresa, o Embassair é tratado como um ativo estratégico pela JHSF, já que o Opa-Locka é um dos principais destinos dos voos internacionais que saem do Catarina.

A expectativa é que a empresa consiga extrair sinergias operacionais nas duas pontas e oferecer seus serviços durante toda a jornada do cliente.

Augusto martins

“O Opa-Locka é um aeroporto muito relevante para a aviação executiva internacional, e Miami é um grande destino do nosso cliente,” o CEO Augusto Martins disse ao Brazil Journal. “Agora vamos cuidar dele desde a saída do Brasil até a chegada aos EUA.”

A oferta de serviços da empresa na rota ficará ainda mais completa no ano que vem, com a inauguração do Fasano Miami.

Operando desde 2023, o Embassair tem cerca de 10% de share dos serviços de FBO prestados em Opa-Locka, com espaço de hangaragem para 40 aeronaves e terreno para mais que dobrar sua capacidade.

O negócio opera 24/7 e vai receber um posto de imigração nos próximos meses. 

A empresa tinha entre os seus sócios o magnata francês Michel Reybier, dono de marcas hoteleiras como La Réserve e Mama Shelter, e os irmãos Jean-Michel e Alexandre Aulas, ex-donos do time de futebol Olympique de Lyon. 

O negócio teve ainda o Groupe ADP, a operadora de aeroportos internacionais de Paris, como consultora estratégica de construção e operação.

No Catarina, além do aeroporto, a JHSF tem o maior FBO do mundo, com 16 hangares em operação –  sendo quatro deles centros de manutenção, reparo e revisão (MRO) vinculados a fabricantes – e outros dois em construção, com mais de 200 aeronaves ali baseadas atualmente.

O aeroporto oferece ainda hangares customizados, com projetos que podem incluir desde estacionamentos para supercarros até adegas. 

A Catarina Aviation Show, a feira de aviação executiva sediada no aeroporto, é outra alavanca estratégica da operação.

O negócio de hoje foi realizado por meio de um fundo estruturado pela JHSF Capital, a gestora do grupo controlado pela família Auriemo. O valor não foi divulgado.

A JHSF vale R$ 8,8 bilhões na Bolsa.

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