A JHSF reportou mais um trimestre com recordes de receita e lucro em todas as suas linhas de negócio, e o CEO Augusto Martins disse que a meta da companhia é quase triplicar seu EBITDA em três anos – saindo dos atuais R$ 730 milhões nos últimos doze meses para mais de R$ 2 bi, um crescimento de 2,7x.
“Esse crescimento virá da expansão que estamos fazendo em todas as nossas cinco verticais,” o CEO disse ao Brazil Journal. “São entregas que vamos fazer ao longo dos próximos três anos, muitas em 2026 e 2027, e algumas em 2028. Ao final dessas entregas, projetamos chegar a esse valor.”
A expansão do EBITDA considera entregas e aquisições que já foram feitas – e vão maturar nos próximos anos – e outras em fase de construção.

Nos shoppings, a conta inclui o CJ Village Boa Vista, inaugurado em maio; a expansão do Cidade Jardim, que está em andamento; e a construção do CJ Faria Lima.
Em hospitalidade e gastronomia, a JHSF tem 10 novos hotéis entregues recentemente ou em construção, além de 12 novos restaurantes.
Na vertical de aeroportos, são 8 novos hangares no Catarina, uma expansão da área do pátio e a aquisição de um terminal em Miami, fechada há um mês e que vai começar a impactar o resultado positivamente a partir do terceiro tri.
Já nas residências para aluguel e clubes, a JHSF disse que 56 novos imóveis para aluguel devem entrar em operação em breve, já que estão na fase final de obras, enquanto outras 76 unidades estão em fase de desenvolvimento.
Há ainda a construção de um novo clube social na Faria Lima – cujo nome ainda é guardado em segredo – que deve ficar pronto em 2028, além do ramp up do Fasano Tennis Club, que já está em operação.
Por fim, a companhia projeta novas captações na JHSF Capital, com a meta de sair de R$ 12 bilhões de AUM para cerca de R$ 20 bilhões.
O CEO disse que a JHSF está com uma estrutura de capital “muito sólida” que permite realizar esse plano de expansão sem grandes solavancos.
A companhia de José Auriemo Neto fechou o segundo tri com uma posição de caixa líquido de R$ 1,2 bilhão – considerando uma dívida bruta de R$ 6,2 bi, um caixa de R$ 4,4 bi e um contas a receber de R$ 3 bi.
O caixa atual cobre os vencimentos pelos próximos 7 anos, depois da conclusão de uma emissão de CRI de até R$ 1 bi em andamento, que vai alongar o duration e reduzir o custo.
No trimestre, a JHSF reportou uma receita bruta de R$ 985 milhões, alta de 81% ano contra ano, com um EBITDA ajustado de R$ 503 milhões, o dobro do segundo tri de 2025. Já o lucro líquido foi de R$ 444 milhões, uma alta de 85%.
Todos os números são recordes históricos da companhia para um segundo trimestre.
Considerando só os negócios de renda recorrente, a receita foi de R$ 439 milhões (+30%), e o EBITDA veio em R$ 197 milhões (+31%).
Augusto disse que todos os negócios de renda recorrente tiveram crescimentos relevantes, mas que a vertical de shoppings foi o destaque.
“Estamos à frente da média do mercado nos principais indicadores,” disse o CEO. “Enquanto alguns players tiveram retração por conta dos efeitos do calendário, com a Copa do Mundo, conseguimos entregar um bom crescimento.”
O same store rent cresceu 11% no trimestre, um crescimento real (descontada a inflação) de 6%; e a receita bruta expandiu 10%, para R$ 107 milhões. O EBITDA cresceu 7%, chegando a R$ 57 mi.
Outro destaque foi a abertura da maior loja da Dior na América Latina no Cidade Jardim, onde a ocupação chegou a 100%.
Em hospitalidade e gastronomia, a diária média subiu 6%, a ocupação ficou em 49%, e o RevPar (receita por quarto disponível) subiu 7%, para R$ 2,133. O EBITDA saltou 17%, para R$ 27 milhões. No aeroporto, o salto foi ainda maior: o EBITDA foi de R$ 45 milhões para R$ 57 mi (+26%), enquanto a receita subiu 54%, para R$ 107 mi.
Já em residências e clubes, o EBITDA subiu 75%, para R$ 52 milhões, enquanto a receita praticamente dobrou, para R$ 79 milhões.
A JHSF tem 72 unidades em operação, com uma ocupação de 100%.
Os clubes também estão performando bem, segundo o CEO. O Boa Vista Village Surf Club está com uma fila de espera de 50 membros interessados, enquanto o São Paulo Surf Club já está começando a restringir as vendas de novos títulos. Nos dois clubes, o título custa R$ 1,5 milhão.
O Fasano Tennis Club, o mais novo dos três, ainda está com as vendas abertas e os números “estão rampando,” segundo o CEO. O título sai por R$ 1,25 milhão.











