A Cosan acaba de anunciar que o CFO Rafael Bergman e a vice-presidente jurídica, Rita Drummond, estão deixando a companhia – um movimento que reflete o enxugamento da holding de Rubens Ometto.
Bergman estava no cargo há apenas nove meses, mas era um veterano do grupo: já havia sido o CFO da Raízen, da Rumo e da Compass, todas controladas pela Cosan.
Ele será substituído por José Cesário Menezes de Barros Sobrinho, que está deixando a Vamos, onde era CFO desde 2024. O executivo já teve passagem pelo grupo, onde já foi CFO da Rumo e diretor financeiro da holding.

Já o cargo de vp jurídico deixará de existir, com a área passando a se reportar diretamente ao CFO. Rita – uma ex-advogada do BMA que participou de todas os M&As relevantes, operações de mercado de capitais e sucessivas reestruturações societárias do grupo – estava na Cosan há 18 anos.
As duas saídas refletem o novo momento da Cosan, que iniciou um processo de desalavancagem desde que o BTG e a Perfin se tornaram sócios, em setembro de 2025.
A holding está ficando mais simples e não deve ser mais um veículo de expansão – reduzindo o escopo dos executivos.
No último ano, a Cosan reduziu seu headcount de 100 para 40 funcionários.
Junto com o comunicado da saída dos executivos, a Cosan fez outros três anúncios.
A empresa convocou uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre ajustes em seu estatuto social, refletindo sua nova realidade organizacional, e sobre uma reestruturação societária na Radar, reduzindo uma camada societária na empresa de propriedades agrícolas.

A companhia também anunciou que vai deslistar seus ADRs, e que começará a publicar um guidance sobre a cobertura da dívida – aparentemente, uma forma de explicar melhor o fluxo financeiro que permitirá servir a dívida.
A Cosan anunciou ontem que recebeu uma proposta de R$ 300 milhões pelo terminal que detém no Porto de São Luís. A companhia havia comprado o terminal em 2022, por R$ 720 milhões.
A Cosan também está buscando um comprador para sua participação na Rumo e já disse que não deve investir no aumento de capital da Raízen, o que deve diluir sua participação na empresa para cerca de 4%.
A dívida líquida da Cosan, que chegou a R$ 30 bilhões antes da venda de sua participação na Vale, hoje está abaixo de R$ 10 bilhões – um patamar ainda alto dada a Selic de 14%.
A ação da Cosan cai 43% nos últimos doze meses. A empresa vale R$ 13 bilhões na Bolsa.











