A tiragem dos 13 principais jornais impressos do País despencou 32,6% no ano passado, de 304.857 exemplares diários para 205.610.
Em 10 anos, a queda é de 84,6%.
O levantamento é do Poder360, que acompanha anualmente a métrica com base em dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) e da PwC.
O Estadão registrou a maior queda, de 59,9%, recuando de 131.522 para 52.776 exemplares diários.
Na sequência aparecem o Extra (-24,8%) e o Meia Hora (-16,8%), ambos jornais populares no Rio de Janeiro; o Correio Braziliense (-16,6%); e os tradicionais Zero Hora (-12,4%), O Globo (-10,3%) e Valor Econômico (-10%).
Com a queda, a edição impressa do Valor terminou o ano com 10.853 assinantes. A Zero Hora tinha 28.879, e O Globo, 43.888.
Os dois únicos veículos que registraram alta na circulação impressa foram a Folha de S. Paulo e O Tempo, do empresário Vittorio Medioli.
O jornal mineiro registrou uma alta de 6,8% para 6.454 assinaturas impressas, enquanto o veículo dos Frias cresceu impressionantes 18,1% para 52.920.
Com isso, a Folha terminou 2025 como o jornal impresso – e também digital – de maior circulação no Brasil.
As assinaturas digitais dos 11 principais jornais do País cresceram 4,6% no ano passado para 2.058.571.
Destaque para a Folha (+7,5%), que alcançou 873.872 assinaturas, e para o Estadão (+7,5%), que foi a 418.496. O Globo (+4,5%) encerrou o ano com 378.491.
Entre os sites com mais de 100.000 assinantes, Zero Hora (-16,5%) e Valor (-1,3%) perderam leitores.
O Poder360 ressalta que a PwC – que passou a verificar a circulação de Folha e Estadão em 2024 – não fornece detalhes sobre a auditoria, impossibilitando uma análise mais aprofundada sobre a performance dos dois jornais paulistanos.
O IVC, por sua vez, audita os dados a partir de métricas de circulação, documentos que comprovam a existência da edição e dados cadastrais de assinantes.











