A Revolut, a fintech europeia líder em contas globais recém-promovida a banco pelo regulador britânico, quer um valuation de US$ 200 bilhões em um IPO – mas não tem pressa em concretizá-lo.
“Somos um banco e, para um banco, é extremamente importante ter confiança. Empresas de capital aberto inspiram mais confiança do que empresas privadas,” Nik Storonsky, o fundador e CEO da Revolut, disse à Bloomberg.
Segundo o Financial Times, uma abertura de capital neste valuation acionaria um gatilho contratual que elevaria a participação de Storonsky para 40% do capital da empresa, ou US$ 80 bilhões.
Mas a Revolut ainda tem um longo caminho pela frente antes da abertura de capital, segundo o próprio CEO.
Depois de ter sido avaliada em US$ 75 bi na sua última rodada, que teve participação da Nvidia, a Revolut deve realizar uma nova oferta secundária ainda este ano para dar saída a investidores e funcionários.
A próxima ida ao mercado, planejada para o segundo semestre, já deve avaliar a empresa em mais de US$ 100 bi, disse o FT.
Fundada em 2015, a Revolut cresceu como uma fintech provedora de contas globais – como a Wise – e acaba de conseguir uma licença bancária completa no Reino Unido após quatro anos de espera.
A recém-conquistada aprovação pode permitir o recebimento de depósitos pelo banco e aumentar suas chances de credenciamento em outros mercados, como o americano, onde a empresa acaba de solicitar uma licença bancária.
Storonsky disse à Bloomberg que a licença pode levar um ano para ser concedida, mas que espera fazê-lo em quatro meses sob o Governo Trump.
No ano passado, a empresa aumentou seu EBIT em 57% para £ 1,7 bilhão, sustentado pelo crescimento de serviços premium. A receita foi de £ 4,5 bilhões.
A Revolut tem mais de 65 milhões de clientes.











