1 de out, 2026
Depois de sediar a COP30 e aproveitar uma rara combinação entre política doméstica e projeção internacional — com a presidência brasileira do G20, do Brics e da conferência do clima — o Brasil chega à COP31, em Antalya, na Turquia, com o desafio de transformar avanços institucionais em resultados concretos.
Para Ana Toni, CEO da COP30, a continuidade da agenda e a participação do setor privado serão fundamentais. O país já tem políticas, instrumentos econômicos e empresas engajadas, mas precisa aproveitar o momento para transformar suas vantagens comparativas em vantagens competitivas.
“A gente é mestre em perder o timing,” disse Ana no evento promovido pelo Brazil Journal durante a Climate Week, em Nova York.
Na avaliação de Ana, uma das prioridades é fortalecer a coordenação entre governo e empresas e criar condições para que o setor privado possa planejar investimentos de longo prazo.
Ela também defendeu uma atuação internacional mais coordenada das empresas brasileiras, com mensagens comuns sobre temas como mercado de carbono e recuperação de terras degradadas.
Na COP31, a diplomacia brasileira pretende dar continuidade à agenda de ação construída em Belém. Entre as prioridades sinalizadas pela presidência turca estão eletrificação, resíduos e economia circular, segurança alimentar e oceanos.
O mercado de carbono também deverá concentrar debates, especialmente sobre a inclusão de soluções baseadas na natureza e projetos de restauração.