A CVC Corp vai renegociar os termos de uma debênture de R$ 400 milhões, reduzindo a taxa do título e alongando alguns prazos de pagamento.
Na operação, estruturada como uma exchange offer, a CVC está oferecendo aos debenturistas atuais a possibilidade de aportar as debêntures da emissão 4 e 5 em troca de novas debêntures da emissão 7.
O processo, que acaba de ser lançado, já nasce com a adesão de dois dos oito credores, que respondem por cerca de metade da dívida, ou R$ 200 milhões. Os demais credores têm 15 dias para aderir à oferta.
Os debenturistas são o Citi, Leto Capital (a ex-JGP Crédito), XP Asset, SPX, Absolute, Vinland, BTG, Legado e Fairfax.
Se a transação for bem sucedida, a CVC vai reduzir a taxa de sua dívida dos atuais CDI + 4,5% para CDI + 3,9%, além de jogar parte do pagamento que teria que fazer em outubro (de R$ 80 milhões) para abril de 2029, e todo o pagamento previsto para abril de 2027 para outubro de 2029.
Esta debênture hoje é a única dívida financeira da CVC, que tem uma alavancagem de 0,5x EBITDA.
A exchange offer vem depois da companhia já ter feito outras renegociações e alguns pré-pagamentos. Em setembro de 2024, ela reduziu a taxa de CDI + 7,5% para CDI + 4,5%, alongou os prazos e pré-pagou cerca de R$ 200 milhões.
Em outubro de 2025, pré-pagou mais R$ 150 milhões do principal e outros R$ 50 milhões em juros.
O CFO Felipe Gomes disse ao Brazil Journal que ajudou na negociação com os credores o fato da CVC ter reportado bons resultados na divulgação do segundo tri.
“Eles viram uma companhia estruturalmente mais leve, com um custo mais baixo, e os analistas de risco de crédito projetam isso para frente. Quando vêem uma base de custos menor, isso dá um conforto muito maior,” disse o CFO.
No segundo tri, a CVC reduziu seus custos em 10,1%, o que levou a um crescimento de 5,1% do EBITDA mesmo com a receita crescendo 2%.
A companhia reportou um EBITDA de R$ 82,9 milhões, com uma margem de 30,9%, a maior da história da companhia para um segundo trimestre, sazonalmente o pior para a empresa.
Com a adesão já garantida, dos dois credores, a companhia estima que vai deixar de desembolsar R$ 80 milhões de caixa nos próximos 12 meses. Se 100% dos credores aderirem, a economia subiria para R$ 140 milhões.
A CVC vale perto de R$ 1 bilhão na Bolsa, com sua ação caindo 15,9% nos últimos doze meses.











