A Authentic Brands está interessada em comprar a Mattel, disse o Wall Street Journal.
A house of brands já fez uma primeira abordagem junto à fabricante de brinquedos e estuda uma oferta de pelo menos US$ 20 por ação, o que avaliaria a dona da Barbie e Hot Wheels em mais de US$ 6 bilhões.
O valor representa um prêmio de quase 60% em relação ao fechamento de ontem do papel, de US$ 12,66. Depois da notícia, a ação disparou 19% em Nova York.
A ação da Mattel anda de lado há anos, porque a empresa enfrenta dificuldades para expandir seus negócios do mundo dos brinquedos para o mercado do entretenimento.
Ynon Kreiz – um executivo com vasta experiência em audiovisual que era o CEO da Mattel desde 2018 – acaba de deixar a empresa para assumir como co-CEO da Paramount.
Em seu lugar entrará o CEO da Condé Nast, Roger Lynch, que já fazia parte do board e também assumirá como chair.
A chegada de um novo management pode esfriar a negociação, disse o WSJ. Outra dúvida é se a Mattel está disposta a negociar um possível takeover no momento.
Analistas opinam que as marcas mais fortes da empresa, como a Barbie, deveriam ser desmembradas para gerar mais retorno, mas investidores comprados na ação, como a Southeastern Asset Management, têm defendido uma captação de recursos no mercado privado ou mesmo uma venda integral dos negócios.
Neste caso, a Authentic Brands surge como uma candidata natural a assumir a Mattel, dada a sua estratégia de adquirir e reviver marcas icônicas em baixa.
A holding, fundada em 2010 por Jamie Salter, é dona de mais de 50 marcas de vestuário, mídia e celebridades, com um faturamento anual de quase US$ 40 bilhões.
O portfólio inclui marcas como Reebok, Champion, Nautica, Aéropostale, Forever 21 e Sports Illustrated. Além disso, a casa gerencia a imagem de famosos como David Beckham e Kevin Hart.
Somente este ano, a Authentic já comprou a marca de jeans Lee por US$ 1 bilhão e pagou US$ 1,4 bilhão para fechar o capital da Guess.
A Mattel vale US$ 4,3 bilhões na Bolsa.











