O Houlihan Lokey – o banco de investimento americano conhecido por M&As e reestruturação de dívidas – acaba de contratar Mayra Fregonesi, uma ex-executiva do Patria, para criar uma vertical de capital solutions no País.
O papel de Mayra será buscar capital para as transações do banco e também conectar family offices e fundos brasileiros de private equity e venture capital a seus pares internacionais e empresas para prover liquidez.

Com o mercado fechado para IPOs e altamente seletivo para follow-ons – e o baixo apetite de gestores de VC e private equity VCs – Mayra calcula que haja cerca de US$ 20 bilhões em investimentos nas carteiras de fundos e family offices buscando algum tipo de liquidez.
A DPR – Distributions to Paid-In Ratio, que indica quanto do capital aportado pelos investidores já retornou por meio de distribuições – “é a nova TIR” (a taxa interna de retorno), ela disse ao Brazil Journal.
“Meu trabalho é conectar esses players entre si e à plataforma global do banco para fazer os negócios fluírem. Muita gente quer falar comigo agora. Não era assim no passado.”
Antes do Houlihan, Mayra passou seis anos no Patria, onde foi responsável por fundraising e RI. De 2007 a 2019, teve o mesmo papel na GP Investments.
A contratação marca o início da nova fase do banco no País. Segundo Bruno Baratta, o head da operação local, o objetivo é ampliar a atuação em M&As, capital solutions e assessoria financeira – e depender menos das reestruturações de empresas, que hoje respondem por dois terços dos negócios aqui.
Desde que Bruno montou o escritório em São Paulo em 2023, o Houlihan participou de 23 das 27 reestruturações que envolveram dívidas cross border – como as da InterCement, Unigel, Ambipar e Braskem.
“Era natural que houvesse um foco inicial nesse mercado dada a situação da economia, mas a tendência agora é que a gente se aproxime de como o banco atua no exterior, em que dois terços das receitas vêm de áreas como M&As, assessoria financeira e capital solutions,” disse ele.











