9 de set, 2026
Para uma empresa em crise, mudar pode ser uma questão de sobrevivência.
O desafio maior talvez seja convencer uma companhia que cresce, dá lucro e aparentemente está fazendo tudo certo de que ela também precisa se transformar.
Esse é um dos paradoxos discutidos no novo episódio do McKinsey Talks, que reuniu Roberto Valério, CEO da Cogna, e Fábio Stul, sócio sênior da McKinsey e líder global da prática de transformação.
Um estudo da McKinsey com mais de 2 mil transformações no mundo mostrou que mais de 70% não atingem os objetivos propostos. Entre os principais motivos estão metas pouco ambiciosas, excesso de planejamento, falhas de execução e, principalmente, a dificuldade de mudar comportamentos dentro das organizações.
“As empresas se transformam quando as pessoas se transformam,” disse Stul.
A Cogna viveu na prática dois momentos bastante diferentes.
Em 2021, a companhia iniciou um turnaround: pressionada pelas mudanças no setor e pela pandemia, precisava se reestruturar financeiramente, voltar a ser lucrativa e reduzir uma operação mais intensiva em capital.
A partir de 2023, começou uma transformação de outra natureza. “Um foi por necessidade e outro por vontade de fazer algo diferente, algo que nunca foi feito”, disse Valério.
A Cogna passou a integrar negócios que antes operavam de forma mais independente, reforçou sua cultura e adotou a ambição de acompanhar a jornada educacional de uma pessoa “dos dois aos 100 anos”.
A inteligência artificial agora adiciona uma nova camada a esse processo.
Segundo Stul, apenas 5% a 10% do valor potencial da AI vem do uso individual das ferramentas pelos funcionários. A maior parcela, de 70% a 75%, aparece quando a tecnologia é usada para redesenhar processos completos de ponta a ponta.
Assista ao quarto episódio do McKinsey Talks, uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey. Também disponível no Spotify.