12 de ago, 2026
A digitalização dos bancos levou cerca de dez anos para se consolidar – e transformou totalmente a relação das instituições financeiras com seus clientes.
Mas a inteligência artificial está criando uma nova revolução, potencialmente ainda mais profunda e rápida.
Essa é a opinião de Carlos Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú, e Yran Dias, sócio sênior da McKinsey, no terceiro episódio do McKinsey Talks.
“A AI vai ter um poder transformacional maior do que a internet,” disse Mazzei.
Para ele, a razão é simples: pela primeira vez, as empresas conseguem acessar inteligência de forma escalável – quase como uma capacidade líquida, que pode ser aplicada a diferentes processos e negócios.
Yran explica que se a digitalização criou uma distância entre os bancos líderes e os demais, a AI tende a ampliar ainda mais essa diferença.
Além disso, segundo o executivo da McKinsey, as transformações mais profundas podem começar a aparecer em três a cinco anos – pouco tempo para uma indústria acostumada a ciclos longos de mudança.
No Itaú, essa revolução já está a pleno vapor.
Mazzei cita o uso de agentes no desenvolvimento de software: 70% das vulnerabilidades encontradas nas análises de código já são corrigidas com apoio da AI – o banco também vê ganhos de 20% a 35% de produtividade, dependendo do contexto.
“Se todo mundo é mais produtivo, a regra do jogo passa a ser velocidade,” disse.
Assista ao terceiro episódio do McKinsey Talks, uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey. Também disponível no Spotify.