A Meta – dona do Instagram, Facebook e Whatsapp –  está trabalhando num novo aplicativo que vai competir com a Kalshi e Polymarket, numa tentativa de Mark Zuckerberg de capturar uma fatia de um dos mercados que mais crescem nos últimos anos: o de predições.

A notícia foi dada em primeira mão pelo The New York Times, citando funcionários da Meta envolvidos no projeto.

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Batizado internamente de “Arena”, a plataforma funcionaria como um aplicativo independente, mas que, naturalmente, se beneficiaria de todo o tráfego dos demais apps da empresa.

A Meta diz que 3,56 bilhões de pessoas visitam seus aplicativos pelo menos uma vez por dia, e a ideia é direcionar esses usuários para o novo app com tráfego cruzado.

Inicialmente, o plano é que o novo aplicativo funcione com um sistema de pontos parecido com o de videogames, e não com dinheiro real. As fontes disseram ao NYT, no entanto, que o uso de dinheiro nas apostas ainda não foi totalmente descartado. 

Esta não é a primeira vez que a Meta testa o mercado de predições. Em 2020, ela lançou um app chamado Forecast, que permitia que as pessoas fizessem apostas sobre o futuro usando um sistema de pontos. O Forecast fechou dois anos depois.

O cenário hoje é muito diferente. Nos últimos anos, o mercado de predições explodiu, com a Kalshi e a Polymarket, por exemplo, movimentando mais de US$ 50 bilhões em apostas no ano passado. Este ano, a expectativa é que o volume combinado das duas empresas ultrapasse US$ 130 bilhões.  

A popularidade do mercado já atraiu a atenção de outras empresas. Companhias tradicionais de apostas, como a DraftKings e a FanDuel, já começaram a oferecer predições em suas plataformas, assim como a corretora de criptomoedas Gemini.

A Trump Media – a empresa de redes sociais do Presidente dos EUA – também já anunciou planos de entrar neste mercado.

A investida da Meta em predições – caracterizada pelas fontes do NYT como experimental, mas prioritária – faz parte de um esforço mais amplo da companhia no desenvolvimento de novos aplicativos que possam ajudá-la a continuar crescendo num momento em que suas redes sociais começam a dar sinais de saturação.

Outro app que estaria em desenvolvimento é o Meta Photos, que permitiria criar novos tipos de conteúdo usando inteligência artificial. 

A estratégia de seguir tendências tem sido uma constante para a Meta. Zuckerberg historicamente busca crescimento analisando o comportamento dos usuários na internet e, muitas vezes, copiando apps e ferramentas de concorrentes que estão bombando. 

O resultado dessa estratégia tem sido misto. Enquanto a Meta teve êxito incluindo no Instagram e Facebook ferramentas parecidas com concorrentes como o TikTok e Snap, ela sofreu para escalar projetos de novos apps independentes.

Em 2019, por exemplo, a empresa criou uma equipe chamada “New Product Experimentation,” que tentou criar vários apps novos, incluindo um focado em podcasts, um de viagens, um de relacionamento e um de música. Segundo as fontes do NYT, poucos conseguiram ganhar alguma tração.