O Itaú lucrou R$ 12,3 bilhões no primeiro tri, uma queda de 0,3% em relação ao mesmo período de 2025 e alta de 10,4% na comparação anual.
O resultado ficou praticamente em linha com o consenso. Desconsiderando o efeito da distribuição antecipada de dividendos no fim de 2025, que reduz o capital que seria remunerado pela Selic, o lucro teria sido de R$ 12,7 bilhões, disse o Itaú.
O ROE continuou subindo — para 24,8%, vindo de 24,4% no quarto tri e de 22,5% há um ano.
Dada a consistência de resultados — e sem supresas — trimestre a trimestre, o Citi comparou o Itaú a um relógio suíço.
O lucro antes de impostos (EBT) ficou pouco abaixo da expectativa: cresceu 4,8% na comparação anual para R$ 17,5 bilhões. Em trimestres anteriores, a expansão havia sido de dois dígitos.

Um analista do sellside atribuiu isso a uma desaceleração esperada e anunciada pelo banco em meio a um cenário macro mais complicado.
“Não é um resultado que vai deixar o investidor super animado,” disse esse analista. “Mas o tema do momento, especialmente para o estrangeiro, é asset quality e, nesse aspecto, o balanço do Itaú é muito forte.”
A inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 1,9% na operação consolidada. No Brasil, teve um leve aumento, de 2% em dezembro para 2,1%.
A carteira de crédito somou R$ 1,5 trilhão – uma queda de 0,5% no tri a tri e expansão de 7,2% na comparação anual.
Excluindo os efeitos da variação cambial, a carteira cresceu 1,2% no trimestre e 9% no ano.
A margem com clientes caiu 0,7% na base trimestral. Segundo o banco, isso se deveu principalmente ao impacto negativo da distribuição antecipada de dividendos. Sem isso, a margem teria crescido 1,1%.
Na comparação anual, a margem com clientes aumentou 4,5%.











