As universidades americanas aguardam ansiosamente o IPO da SpaceX.
Diversas instituições de ensino superior dos EUA alocaram parte de seus endowments na SpaceX ao longo das últimas décadas – e devem ter ganhos bilionários agora, disse o Wall Street Journal.

Os endowments são utilizados para manter a operação das universidades, cobrindo desde despesas com funcionários até obras de infraestrutura, e por isso possuem regras conservadoras de investimentos e só costumam carregar participações pequenas em empresas.
Mas como a SpaceX demorou mais de 20 anos para abrir capital e deu um salto, digamos, estratosférico de valuation, os investimentos realizados na empresa pelas universidades e gestoras parceiras explodiram.
No caso de instituições de pequeno porte, como a University of Washington in St. Louis (WashU), a participação na SpaceX chega a alcançar até 15% do patrimônio dos fundos patrimoniais, disse o WSJ.
Scott Wilson, o diretor de investimentos da WashU, investiu US$ 50 milhões na empresa junto com o VC Vy Capital em 2018 – e teve um retorno de 2500% até aqui.
A SpaceX valia US$ 25 bilhões na época; hoje busca um valuation de US$ 1,7 trilhão.
Depois de realizar parte da posição no mercado secundário, a WashU ainda tem mais de 15% do seu fundo de US$ 13,4 bi investido na SpaceX, e precisará continuar vendendo após o IPO para baixar o perfil de risco do veículo.
Stanford e a University of North Carolina (UNC) estão na SpaceX há ainda mais tempo: fizeram parte do investimento inicial no Funders Fund de Peter Thiel, que entrou na empresa em 2008.
Stanford tem uma porção “considerável”, mas “bem abaixo de 10%” do seu fundo de US$ 47,7 bi nos foguetes e satélites de Musk – e também está exposta através de gigantes do mercado de capitais como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Thrive Capital.
Já a UNC tem cerca de 10% do seu fundo de US$ 15 bi na empresa, e é mais uma que estuda como proteger sua posição e diversificar seu portfólio após o IPO, disse o Journal.
Outras instituições que aportaram na SpaceX no passado incluem: a Vanderbilt University, que investiu na SpaceX há mais de uma década e hoje tem uma posição de cerca de US$ 170 milhões; e a University of Virginia, que entrou na empresa entre 2020 e 2021, quando o valuation rondava os US$ 90 bilhões.
Apesar de ser um desafio em termos de gestão, já que os fundos patrimoniais suportam pouco risco, as universidades têm buscado surfar no boom das empresas de tech e AI.
A Bloomberg revelou, por exemplo, um investimento inicial de US$ 20 milhões da University of Michigan na OpenAI, que em 2023 já valia US$ 2 bilhões.
O fundo da universidade investe em Sam Altman desde 2017, quando ele ainda era gestor de fundos na Y Combinator.











