O Spotify apresentou hoje os planos da empresa para os próximos quatro anos – e os investidores gostaram.
Em seu primeiro investor day desde 2022, além de divulgar metas de crescimento de receita até 2030, a plataforma de streaming anunciou novos recursos: uma ferramenta de AI em que os usuários poderão remixar e fazer covers de músicas do seu catálogo; e uma funcionalidade que reservará ingressos de shows para os maiores fãs dos artistas.
A ação da empresa sobe 15% em Nova York, a maior alta diária em sete anos. Em 12 meses, o papel ainda recua 22%.
O Spotify está tentando retomar a confiança dos investidores. Apesar de finalmente ter começado a dar lucro em 2024, a empresa cresceu menos do que o mercado esperava nos últimos trimestres, o que pressionou a ação.
Mas Gustav Soderstrom e Alex Norstrom, que assumiram como co-CEOs em janeiro, agora têm um plano.
A dupla projeta que as receitas da empresa crescerão cerca de 15% anualmente até 2030, com uma margem bruta de 35% a 40% e um “forte crescimento” do free cash flow.
No longo prazo, o objetivo da plataforma é alcançar 1 bilhão de assinantes (hoje são 300 milhões), € 100 bilhões em receita (registrou € 17,2 bi no ano passado) e mais de 40% de margem bruta.
Para alcançar esses números, o Spotify aposta nas novas funcionalidades que está adicionando ao aplicativo.
Surpreendeu, por exemplo, o anúncio de um acordo com a Universal Music. O Spotify vai licenciar as músicas da gravadora em uma ferramenta de AI que permitirá aos usuários pagar para gravar versões e remixes de canções reais.
Outra novidade é o recurso “Reservado”, em que a plataforma identifica os maiores fãs de um artista e reserva ingressos para que os usuários possam ver os shows destes ídolos ao vivo.
Trata-se de uma espécie de fura-fila, já que o usuário continuará pagando pelos ingressos. Mas em uma época em que as entradas para shows se esgotam em segundos na internet, o recurso pode ser muito útil e tende a gerar engajamento.
O Spotify agora vale US$ 103 bilhões na Bolsa.











