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James Thorp, da Fecombustíveis: Preço alto “não é bom para o posto”

12 de maio, 2026

Neste episódio do POWER, James Thorp, presidente da Fecombustíveis, apresenta a visão do setor sobre a recente alta nos preços. Ao lado de Adriano Pires, ele discute os efeitos da crise do petróleo provocada pela guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. 

O executivo critica a tentativa do governo de transformar os postos em bode expiatório — momento que, para Thorp, não é novo. “Parece que a gente já está ficando até preparado para essa situação. A gente viu que no ano eleitoral, em 2022, aconteceu a mesma coisa,” diz Thorp.

Uma das falas mais fortes da conversa é a rejeição à ideia de que o posto lucraria com a crise. “Esse preço elevado não é bom para o posto. A gente tem aí um envolvimento de maior capital de giro,” diz. Adriano completa: “Preço alto faz o consumo cair. Se o volume cai, você começa a ter problema de remuneração.” Thorp reforça: “para nós, quanto mais barato tiver o produto, melhor.” 

Há também espaço para elogios. O protagonismo da ANP na fiscalização dos postos, reforçado pela MP 1.340/26, é visto como um avanço. “Mas os pré-julgamentos, aqueles julgamentos antecipados erradamente, a gente não pode compactuar,” diz Thorp. 

Ao discutir saídas para o setor, os dois defendem um mecanismo permanente de estabilização, construído em momentos de calmaria. “Quando tem o problema, a gente fica em busca de alternativas,” diz Thorp, que completa: “daqui a pouco a guerra passa, tudo se normaliza e as pessoas esquecem. E aí fica, novamente, a gente é à mercê de quando tem um problema.” 

Na reta final, o presidente da Fecombustíveis tenta reposicionar a imagem do setor, lembrando o papel histórico e territorial dos postos no Brasil. “Várias cidades nasceram de um posto de gasolina. Naquelas regiões remotas, primeiro chegou um posto, para depois chegar uma borracharia, chegar um restaurante e, dali, montasse até uma cidade,” diz.

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