4 de maio, 2026
A saúde suplementar tem registrado um número crescente de fraudes – orquestradas por quadrilhas especializadas.
“As fraudes no setor se organizaram de forma profissional. Isso impõe um nível de gasto ainda maior. Não é só o custo da fraude, que já é muito grande, mas também investimentos para se defender, com equipes técnicas e inteligência artificial,” a diretora médica do Bradesco Saúde, Thais Jorge, disse durante a Health Conference promovida pelo Brazil Journal.
A polícia tem atuado na investigação desse tipo de crime. Na manhã da última quinta-feira, dia 30, uma operação em São Paulo mobilizou 40 agentes para desmantelar um esquema criminoso que envolvia clínicas de atendimento a crianças autistas.
“Há situações tão absurdas que vimos um caso de pais de uma criança autista que registraram o funcionamento de uma clínica na própria casa, em parceria com profissionais da saúde. Apenas esse episódio gerou um prejuízo de R$ 2 milhões,” disse Raquel Reis, a CEO da SulAmérica.
Outro tema que entrou no debate é a dificuldade da saúde suplementar de ampliar a base de clientes, que gira em torno de 53 milhões de vidas há oito anos. “Existe demanda do consumidor pela saúde privada, mas ela está indo para os cartões de desconto. Hoje, o setor não consegue criar novos produtos que se encaixem no poder aquisitivo da população,” disse Gustavo Ribeiro, o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).
Esses assuntos foram discutidos durante a Health Conference, um evento patrocinado pela Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo. Os vídeos com os demais painéis do evento também serão publicados aqui no Brazil Journal.