25 de set, 2026
Construir imóveis que se enquadrem nas faixas iniciais do Minha Casa Minha Vida e ainda caibam no bolso das famílias se tornou o principal desafio das incorporadoras que operam no programa habitacional, disse Rodrigo Luna, o chairman da Plano&Plano.
A combinação de juros elevados, inflação dos custos das obras e endividamento das famílias tem tornado a venda de imóveis nas faixas 1 e 2 do MCMV cada vez mais complexa.
“Fazer a habitação caber no bolso das famílias é sempre um grande desafio,” Luna disse em entrevista durante o J.Safra Investment Conference 2026. “É um desafio muito grande conseguir viabilizar o projeto do Faixa 1 do MCMV.”
Na visão do chairman da Plano&Plano, a perenidade do programa habitacional depende de atualizações nos parâmetros de cada faixa para acompanhar o poder de compra das famílias.
“No Faixa 1, o volume de contratação está caindo porque o imóvel já não cabe no bolso,” ele disse.
Apesar da maior dificuldade de contratação nas faixas iniciais, o Minha Casa Minha Vida continua atraindo incorporadores e impulsionando os lançamentos no País.
A cidade de São Paulo segue liderando os lançamentos do programa, com mais de 100 mil unidades nos últimos 12 meses.
O volume recorde está ligado ao aumento do número de players operando no segmento do MCMV.
Segundo Luna, com a classe média pressionada pelo crédito imobiliário mais caro, incorporadores tradicionalmente focados no médio e alto padrão têm buscado oportunidades no segmento popular.
“São Paulo é onde tem déficit habitacional. As rendas são mais estáveis, há oferta farta de mão de obra e, portanto, o mercado é muito pujante,” ele disse.