12 de jun, 2026
A geopolítica, os juros altos e o acesso a mercados internacionais surgiram como os principais desafios do agronegócio brasileiro durante o Agro360º – O Agro na Encruzilhada Global, promovido pelo Brazil Journal em parceria com o The Agribiz.
Para executivos da JBS, Mosaic Fertilizantes e Rumo, o Brasil mantém vantagens competitivas na produção de alimentos, mas a nova ordem global exige mais do que produtividade dentro da porteira.
“De nada adianta nós sermos essa potência no agro se não acessarmos os mercados,” disse Gilberto Tomazoni, o CEO global da JBS. Segundo ele, acordos internacionais, certificações e garantias sanitárias serão cada vez mais importantes para que o País abra e mantenha espaço nos mercados globais.
Eduardo Monteiro, o country manager da Mosaic no Brasil e Paraguai, lembrou como a geopolítica afeta a cadeia de fertilizantes. Ele destacou a disparada do preço do enxofre, impulsionada pela demanda da indústria de baterias e pelos conflitos internacionais, e afirmou que a incerteza domina o setor. “O agro sabe absorver tecnologia e navegar por um ano. Por mais de um, será difícil.”
Altamir Perottoni, o vice-presidente comercial da Rumo, disse que a infraestrutura logística se tornou um ativo estratégico em um mundo mais fragmentado. “Não tem como o Brasil ser protagonista nesse cenário sem estar bem posicionado na logística,” disse.
Apesar dos desafios, os executivos demonstraram otimismo com o longo prazo. A avaliação foi de que o Brasil está bem posicionado para se tornar peça central da segurança alimentar global, desde que avance em infraestrutura, acesso a crédito, abertura de mercados e estabilidade regulatória.
O Agro360º teve patrocínio da Vibra Energia, Agrolend, Banco Original e FS Fueling Sustainability. Os vídeos com os demais painéis do evento também estarão disponíveis no site do Brazil Journal.