A Minerva fechou hoje a captação de US$ 600 milhões com a emissão de um bond de dez anos. A taxa foi de 7,625% ao ano, com cupom de 7,5%.
Foi a primeira captação internacional de uma empresa brasileira desde o fim de janeiro, quando Sabesp, FS Bio e Azul levantaram ao todo quase US$ 3,5 bilhões.
Os recursos serão usados para refinanciar dívidas de curto prazo: 30% em CRAs que vencem em 12 meses e o restante em linhas de trade finance.
A última captação da Minerva no mercado externo foi em 2023, quando a empresa levantou US$ 1 bilhão com um bond de dez anos para financiar a compra de ativos da Marfrig. Na época, a taxa foi de 8,875% ao ano.

“A taxa caiu porque os fundamentos melhoraram. As operações já foram integradas, e esses novos recursos não aumentam a alavancagem,” Edison Ticle, o CFO da Minerva, disse ao Brazil Journal.
O mercado externo ficou fechado para emissões brasileiras nesses dois meses e meio em razão das diversas reestruturações de dívida – Raízen, Braskem, Ambipar… a lista é longa.
A preocupação com os impactos da guerra na inflação e nos juros também jogou contra, disse Gustavo Siqueira, o diretor de renda fixa para Brasil e América Latina do Morgan Stanley, um dos bancos que lideraram a operação da Minerva.
Mas nos roadshows, os executivos notaram procura por papéis de empresas de países emergentes vistas como de baixo risco.
Segundo Ticle, o plano inicial era captar US$ 500 milhões, mas a companhia elevou o valor depois que a demanda superou a oferta em 2,5x.
Os coordenadores foram Bradesco BBI, JP Morgan e Morgan Stanley.
Ainda hoje, o governo brasileiro emitiu € 5 bilhões em títulos soberanos no mercado europeu, a maior captação já feita pelo País no exterior. A operação foi estruturada em três tranches, com vencimentos em quatro, sete e dez anos. Foi a primeira emissão em euros desde 2014.
O ministro Dario Durigan disse, na rede social X, que a operação “marca um avanço na estratégia de diversificação do funding“.











