André Fehlauer vai substituir Celso Ferrer como CEO da Gol a partir de setembro, uma troca de comando num momento em que a companhia aérea busca voltar a crescer depois de emergir de sua recuperação judicial e incorporação pelo Abra Group – a holding dos Constantino com os donos da Avianca.

Ferrer – que estava na Gol há mais de 20 anos, e como CEO desde 2022 – agora vai chefiar a operação da Boeing na América Latina, uma posição comercial em que continuará tendo interface com as companhias aéreas da região.
Fehlauer, o atual CEO da Livelo, está voltando ao grupo dos Constantino, onde trabalhou por oito anos na Smiles, sendo os últimos (2019-2021) como CEO do programa de fidelidade da Gol. Ele também abriu o escritório da empresa na Argentina.
Depois da incorporação da Smiles pela Gol, Fehlauer assumiu a Livelo, a JV de pontos e milhas do Bradesco e do BB, onde estava desde 2021. Antes, passou por Credicard e Citibank.
Fehlauer tem cabeça de inovação e produto. “É um cara inconformado, focado no cliente,” um executivo que trabalhou com ele disse ao Brazil Journal.
O Abra Group disse que a chegada de Fehlauer contribuirá para “fortalecer seus relacionamentos institucionais enquanto mantém os clientes no centro das decisões”, “à medida que iniciamos uma nova etapa de crescimento.”
Ou seja, agora que a companhia recuperou um certo nível de estabilidade, o executivo terá que fazer as vendas decolar.

Em julho, o Abra adiou seus planos de abrir capital nos EUA por conta da volatilidade do mercado e da alta dos preços dos combustíveis, mas afirmou que seguia em contato com investidores.
A holding diz ter faturado US$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 16% mais do que no mesmo período do ano passado.
De saida para a Boeing, Ferrer entrou na Gol em 2004 como trainee e escalou o organograma até alcançar o posto de vp de operações em 2019, na gestão de Paulo Kakinoff.
Durante sua passagem pela aérea, Ferrer também se tornou piloto comercial e comandou voos da frota de Boeing 737 da Gol, caindo nas graças dos Constantino.
Quando Kaki deixou a empresa em 2022, o pupilo assumiu um negócio já debilitado e precisou recorrer a uma RJ. Ferrer liderou todo o processo, o fechamento de capital e a incorporação da empresa pelo Abra.











