A Chipotle Mexican Grill – a rede americana de comida mexicana – teve seu melhor resultado trimestral em muito tempo no fim do mês passado, mas uma bactéria veio estragar a festa.
Um surto de Salmonella que se espalhou por 27 estados nos últimos dias, associado ao jalapeño servido na Chipotle, trouxe de volta o fantasma da segurança alimentar que assolou a rede há uma década.
Em 2015 a Chipotle já havia enfrentado surtos de norovírus e E. coli, e levou dois anos para normalizar as vendas. Agora, e com a contaminação da alface do Taco Bell também fresca na cabeça do consumidor, a empresa enfrenta uma nova crise reputacional.
A ação da Chipotle começou a cair já na terça-feira, quando saíram as primeiras notícias sobre o assunto, e estendeu as perdas ontem, após agências americanas associarem o surto ao jalapeño servido por redes de comida mexicana nos EUA. O papel já cai 11% na semana e 21% nos últimos 12 meses.
Pelo menos 300 pessoas foram infectadas e 30 hospitalizadas com a bactéria que causa a infecção chamada salmonelose; mais de 90% afirmaram ter comido em restaurantes de comida mexicana antes de passar mal, incluindo o Chipotle.
O jalapeño infectado, produzido no México e distribuído pela Coast Citrus Distributors, começou a ser retirado das lojas da rede ainda em 20 de julho, disse a Barron’s. Mas o estrago estava feito.
As vendas da Chipotle já haviam sido impactadas pela crise da alface do Taco Bell no mês passado, mesmo sem envolvimento no caso.
Dias depois, a crise do jalapeño dá um novo banho de água fria na empresa, que havia reportado vendas e lucros acima do consenso no segundo tri e elevado seu guidance para o ano.
Ainda assim, alguns analistas esperam que o bom momento operacional da Chipotle prevaleça no longo prazo, graças a iniciativas de inovação de cardápio, programas de recompensa e à implementação de serviços de catering.
A Chipotle vale US$ 43 bilhões na Bolsa.











