24 de ago, 2026
Neste episódio do POWER, Adriano Pires vai a Santa Catarina conversar com Pedro Litsek, CEO da Diamante Geração de Energia. A companhia administra dois ativos de geração a carvão: o Complexo Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, e o Complexo Termelétrico Pecém, no Ceará.
Além da geração térmica, a Diamante também avança em novas tecnologias: em parceria com a Finep, desenvolve um projeto de microrreator nuclear, com investimento total de R$ 50 milhões.
Diretamente de Jorge Lacerda, Litsek aponta dois papéis centrais para o complexo: o econômico, sustentando 21 mil empregos diretos e indiretos, e o elétrico, onde a térmica a carvão é um ativo de segurança energética para a região Sul. “Há municípios onde 70% do PIB vem do carvão,” diz. Na crise hídrica de 2021, lembra ele, Jorge Lacerda gerou quase seis meses a plena carga, a pedido do ONS.
Litsek também defende que o carvão brasileiro seja visto como um combustível nacional, precificado em reais e capaz de reduzir a exposição do consumidor à volatilidade internacional. Na visão do executivo, o País já tem uma matriz elétrica majoritariamente renovável e precisa discutir a transição energética com mais pragmatismo.
Mas o episódio não fica só no carvão. Litsek diz que a Diamante já planeja o futuro de Jorge Lacerda a partir de 2040. A empresa estuda três caminhos: manter o carvão com captura de carbono, usar gás natural ou instalar pequenos reatores nucleares modulares — os SMRs.
A Diamante também investe em um projeto de microrreator nuclear com a Finep e a startup Terminus. “Estamos entrando com R$ 20 milhões nesse projeto e a gente está produzindo o que a gente chama da unidade crítica,” diz. A ideia é desenvolver uma unidade de cerca de 5 MW capaz de operar por anos sem reposição de combustível — uma alternativa para sistemas isolados, como em cidades da Amazônia. “É mais barato do que o diesel, certamente — e muito mais limpo,” diz.
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