O Pátria zerou sua posição de 6,9% do capital da SmartFit num block trade, deixando de ser acionista da rede de academias de Edgard Corona depois de mais de 10 anos. 

A operação movimentou R$ 890 milhões.

O fundo de private equity vendeu 42,4 milhões de ações a R$ 21 – um desconto de 2% em relação ao fechamento de sexta-feira. O leilão foi intermediado pelo Bank of America, que deu garantia firme para a operação a R$ 20,95.  A venda foi pulverizada entre investidores locais e internacionais. 

O BofA também intermediou os dois block trades anteriores do Pátria: um em maio, que movimentou R$ 2,2 bilhões com a ação a R$ 22,33; e o mais recente, em novembro, que somou R$ 875 milhões com o papel a R$ 24,35.

A zeragem da posição já era esperada pelo mercado; as vendas aconteceram assim que terminava o período de lock-up estabelecido em cada block trade

A saída do Pátria da Smartfit começou em maio de 2023, com um follow-on.

O Pátria fazia parte do acordo de acionistas junto da família Corona, que permanece como a maior acionista da empresa, com 14,9% do capital. Os outros acionistas relevantes são o CPPIB, com 12,1%, e o GIC, com 8,1%.  

O Pátria colocou recursos na empresa em 2012 e em 2019, e chegou a deter mais de 40% da companhia.

A SmartFit vale R$ 12,9 bilhões na Bolsa e negocia a cerca de 13x o lucro estimado para este ano.