O Bradesco teve um lucro recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre – uma alta de 16,1% na comparação anual e de 4,5% frente ao tri anterior.
O número inclui uma despesa de R$ 1,8 bilhão referente a débitos fiscais renegociados e compensada com créditos tributários, segundo um analista. Considerando este desembolso, o lucro contábil foi de R$ 5 bilhões.
O ROE cresceu pelo sétimo trimestre consecutivo – de 15,2% no quarto tri para 15,8% agora – e o crédito cresceu de forma saudável.

A carteira total aumentou 0,1% no tri e 8,4% na comparação anual. Houve crescimento em linhas com garantias, como consignado e veículos, onde as margens são maiores – a alta em veículos foi de 25% no ano e de 7% no trimestre. A exposição a PMEs diminuiu.
A margem com clientes aumentou 2% no tri a tri e 16,3% na comparação anual, e a inadimplência teve uma alta de 0,1 pp no trimestre para 4,2%.
As despesas com provisões cresceram de forma expressiva, em 9,5% no tri a tri e 26,5% na comparação anual, em razão do crédito rural e de problemas no atacado – Raízen principalmente.
A margem com o mercado subiu para R$ 553 milhões, ante R$ 126 milhões no quarto tri – o banco havia dado um soft guidance entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão para o ano.
Um ponto que chamou a atenção do sellside e do buyside é o índice de capital principal, que caiu de 11,2% em dezembro para 10,2% em março.
Segundo um analista, essa redução se deveu principalmente à incorporação de ativos intangíveis. À medida que forem amortizados, o indicador voltaria a aumentar.
A consolidação dos negócios de saúde do Bradesco na Bradsaúde contribuirá para reforçar o capital – dados pro forma trazidos no balanço mostram que o índice de capital principal do banco pode subir para 12,7% quando os benefícios da operação forem incorporados.
“O management tem passado uma mensagem de reforço de balanço, que é positiva,” disse outro analista.
A ação do Bradesco sobe 45% em 12 meses. O banco vale R$ 190 bilhões na Bolsa.











