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Toda revolução industrial tem um roteiro similar.
Primeiro surge uma tecnologia transformadora. Depois vêm os ganhos de produtividade. Em seguida, empresas, cadeias produtivas e modelos de negócio se reorganizam ao redor dela. Por fim, muda a forma como o valor é capturado na economia.
Depois do vapor, da eletricidade e da internet, a inteligência artificial parece estar tomando o mesmo caminho.
A diferença: a nova revolução está sendo construída sobre uma infraestrutura digital já existente – reduzindo drasticamente entre a inovação e o impacto econômico, especialmente os investimentos.
O Safra percebeu isso lá em março de 2024 e criou o Safra Inteligência Artificial, o primeiro fundo de AI do Brasil – e a tese se mostrou bem acertada.
O fundo acumula retorno de 136,38% desde o lançamento. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade foi de 110,88%.
Apenas em 2026, até maio, o retorno chegou a 43,61%, equivalente a 770,09% do CDI. O patrimônio médio já supera R$ 748 milhões.
Para obter esses retornos, o fundo se expôs a toda a cadeia da AI, passando por fabricantes de chips, produtores de memória, empresas ligadas a data centers, softwares de infraestrutura e companhias de cibersegurança.
Entre as posições estão empresas como Nvidia, AMD, Broadcom, TSMC, Dell, Micron, Datadog, Snowflake, Cloudflare, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Fortinet e Zscaler.
A ideia é simples: em vez de apostar em um único vencedor (ou nos mais conhecidos), o fundo busca exposição aos diferentes elos que podem se beneficiar da expansão da AI.
Na visão do Safra, as respostas para o futuro da AI estão menos nos modelos de large language models e mais na infraestrutura que passou a sustentar essa nova economia.
Isso porque cada pergunta feita a um chatbot, cada resumo produzido automaticamente, cada agente de IA executando tarefas dentro de uma companhia consome tokens. Quanto maior a adoção, maior a necessidade de processamento.
Durante sua conferência anual, o Google revelou que seus produtos processam atualmente 3,2 quadrilhões de tokens por mês, sendo que esse volume era de 480 trilhões um ano atrás. Ou seja: um crescimento de quase 7x em 12 meses.
Aí entra a necessidade de criar uma infraestrutura para dar conta desse consumo.
Não à toa, a Dell representou um dos maiores retornos no fundo do Safra.
A receita da divisão de servidores e armazenamento da companhia fundada por Michael Dell cresceu 181% na comparação anual. Diante desse avanço, a companhia elevou sua projeção de receita anual com servidores de AI de US$ 50 bilhões para US$ 60 bilhões.
Resultado: as ações da Dell dispararam 260% em doze meses.
Outro exemplo vem do mercado de memória, que passou a ocupar posição estratégica na cadeia da IA.
Nos últimos meses, fabricantes passaram a fechar contratos plurianuais de fornecimento com grandes clientes por causa da alta demanda.
Em vez de compras pontuais, começaram a surgir acordos de três a cinco anos, com preços mínimos garantidos, compromissos de demanda e até pré-pagamentos.
Para empresas como a Micron – outra aposta do Safra – isso representou uma mudança relevante, já que o setor era conhecido pela forte volatilidade.
E o que aconteceu com a ação da Micron? Valorizou quase 9x nos últimos doze meses.
Segundo o Safra, essas oportunidades só foram encontradas porque o banco mantém uma equipe de análise especializada, produtos estruturados ligados ao ecossistema de AI e investimentos em infraestrutura associada à tese.
O banco diz que o Safra Inteligência Artificial foi concebido para funcionar como uma porta de entrada para esse universo, permitindo acesso a empresas globais ligadas à revolução da AI sem exposição à variação cambial do dólar.
Para os especialistas do banco, ainda há muito retorno a ser conquistado: a AI ainda está nos estágios iniciais de adoção em diversos setores da economia.
Se a comparação com outras revoluções industriais estiver correta, a transformação será ainda mais profunda – e a captura de valor estará apenas no início.
Conheça o fundo neste link.






