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ROUNDTABLE: o futuro da Bolsa pós-rali e o “mar de mediocridade”

20 de dez, 2023

Os brasileiros “did it again”: muitos saíram da Bolsa na baixa e perderam o rali dos últimos 50 dias, quando o Ibovespa subiu cerca de 15%. A exposição atual em ações é uma das mais baixas da história. Mas nem tudo está perdido. Nessa mesa redonda sobre as perspectivas para o mercado de ações, os gestores Christian Faricelli, da Absolute, e Pedro Andrade, da IP, contam que reduziram suas posições em Bolsa após a alta recente, mas continuam comprados.

“A volatilidade é uma certeza, mas o ponto de partida da Bolsa é bom”, diz Andrade. Elmer Ferraz, da Verde, também vendeu, mas está com dinheiro em caixa, à espera das oportunidades — que podem surgir em outros mercados. É preciso escolher e melhor classe de ativos de acordo com o cenário, afirma.

O juro alto, aqui e no exterior, criou uma concorrência para a Bolsa que não existia há anos e tirou muitos investidores do risco, lembra Faricelli. Mas a queda da inflação e a possibilidade de um crescimento razoável do PIB deve forjar um cenário favorável para o mercado de ações, na sua visão.

O desafio, diz Andrade, é encontrar as empresas realmente boas no “mar de mediocridades” do mercado. “Ter boas empresas é diferente de ter bons investimentos”, acrescenta Faricelli.

No Brasil, os gestores veem oportunidades em empresas que conseguem repassar a inflação e pagar dividendos, como as de energia, rodovias e shoppings. Também estão otimistas com as produtoras de commodities, pelas vantagens competitivas do Brasil. No exterior, companhias de crescimento estão no radar.

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