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Mudanças climáticas, subsídios e dividendos: os desafios para o futuro da CPFL

8 de fev, 2024

Entre setembro e janeiro, o estado do Rio Grande do Sul teve as duas maiores tempestades da sua história. No ano passado, o estado também sofreu com a passagem de 13 tornados de grande porte. Já as tempestades em São Paulo no fim do ano deixaram milhões de pessoas sem energia durante dias. A CPFL viu tudo isso de perto e o CEO Gustavo Estrella não prevê uma tranquilidade maior no futuro.

“O grande desafio do setor a partir de agora é aprender a lidar com essas mudanças climáticas extremas, que vão ser cada vez mais comuns,” disse Estrella.

Estrella, no entanto, enxerga que é preciso ter uma discussão mais ampla sobre o assunto, especialmente uma política de arborização para evitar novos desastres. “Na última grande tempestade de São Paulo, caíram 1550 de árvores de grande porte na minha rede,” disse.

Além da distribuição, que vai receber cerca de 80% dos R$ 28,3 bilhões em investimentos que a CPFL planeja fazer até 2028, Estrella olha com preocupação para a geração. Segundo ele, com o excesso de energia que o País possui atualmente, fica inviável pensar em novos aportes – e ele defende o fim dos subsídios para energias solar e eólica para diminuir as distorções na área.

Estrella disse também que a empresa, uma das maiores pagadores de dividendos da Bolsa, deve ter mudanças na sua política ainda em 2024. Segundo o executivo, a empresa vai precisar aumentar os investimentos nos próximos anos e seguir pagando o atual patamar de dividendos poderia causar uma pressão na alavancagem.

“Temos duas escolhas: manter o atual patamar e fazer um corte grande lá na frente ou reduzir um pouco agora e manter o valor estável ao longo dos anos,” disse Estrella. “Pelo nosso perfil, devemos seguir pela segunda opção ainda em 2024.”

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