A Light anunciou Leonardo Gadelha como seu novo CFO, recrutando um executivo com ampla experiência no setor elétrico e bom trânsito no mercado num momento que é um divisor de águas para a companhia.
Gadelha passou os últimos sete anos como CFO da Neoenergia. Antes, trabalhou três como CFO da CBO, a empresa de serviços marítimos para a indústria de petróleo que se fundiu recentemente com a OceanPact.

Ele também já foi CFO da Tupy (2 anos e meio), da Prumo Logística (4 anos) e da Log-In (2 anos e meio), além de ter tido passagens pela Vale e pelo JP Morgan no início da carreira.
O CEO da Light, Alexandre Nogueira, disse ao Brazil Journal que neste momento a empresa precisa de um CFO que conheça muito o setor e tenha credibilidade junto aos mercados de crédito e equity, e que Gadelha “tem tudo isso.”
“Os principais desafios iniciais dele serão o aumento de capital privado, que envolve uma interlocução muito forte com o buyside e o sellside, e o gerenciamento de uma situação de caixa desafiadora, sobretudo nesse primeiro ano,” disse o CEO.
Segundo ele, o novo CFO terá a missão de reabrir o mercado de crédito para a Light depois que a companhia renovar sua concessão, algo que se espera aconteça nos próximos meses. Após a renovação, a Light terá que fazer investimentos bilionários e precisará de financiamento para isso.
Gadelha vai ocupar o cargo que estava vago desde dezembro com a saída de Rodrigo Tostes, que entrou na Light pouco depois da companhia entrar com o pedido de recuperação judicial e ficou cerca de dois anos.
Desde a saída de Tostes, Nogueira vinha ocupando o cargo interinamente.
A Light ainda está em RJ, mas já teve seu plano aprovado pelos 63 mil credores. A dívida da companhia, que era de cerca de R$ 11 bi, já foi reduzida para R$ 5 bi e deve cair ainda mais após o aumento de capital.
A companhia vale cerca de R$ 2 bilhões na Bolsa, com sua ação subindo 15% nos últimos doze meses.











