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“Demanda gigante”: EMS, Fleury e Anvisa debatem potencial da semaglutida

30 de abr, 2026

A Anvisa deve liberar ainda neste semestre a comercialização de genéricos e similares de medicamentos à base de semaglutida, usados para tratar obesidade e diabetes. A patente explirou em março, e há cerca de 20 pedidos de empresas interessadas em produzir e vender esses remédios no País, segundo Daniel Pereira, diretor da agência. 

“A demanda reprimida é gigante,” disse Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, empresa fundada por sua família que investiu R$ 1,2 bilhão para inaugurar uma fábrica capaz de produzir esses medicamentos, no interior de São Paulo. Ele não diz quanto vai cobrar pelas novas canetas, “por questões estratégicas”. Mas afirma que “será um valor capaz de destravar volume”. Na Índia, onde a patente também expirou recentemente, há remédios sendo vendidos por US$ 14. 

Jeane Tsutsui, CEO do Fleury, lembrou que a taxa de obesidade no Brasil, de 30%, é quase o dobro da média mundial, e falou de como a ampliação do uso das canetas emagrecedoras pode ajudar a reduzir a incidência de doenças como as cardiovasculares hoje a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. Mas ressaltou que o uso da medicação associado à mudança do estilo de vida é o que aumenta de fato a longevidade.

Esse assunto foi um dos temas discutidos durante a Health Conference, promovida pelo Brazil Journal nesta semana em São Paulo. O evento foi patrocinado por Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo. Os vídeos com os demais painéis do evento também serão publicados no site do Brazil Journal.

 

 

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