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O Itaú Unibanco está comprando uma participação na Ideal, uma corretora 100% digital e cloud-based criada em 2019 e uma das líderes em volume negociado na B3; a empresa é a primeira do ranking em derivativos e opções e a terceira no mercado à vista, depois do UBS e XP.

A transação – a primeira do CEO Milton Maluhy desde que assumiu o cargo há quase um ano – vai permitir ao Itaú avançar em sua estratégia de distribuição de produtos de investimentos para pessoas físicas por meio de canais de distribuição alternativos.

Em outras palavras: além de modernizar a sua própria infraestrutura, a transação deve precipitar a entrada do banco no mercado de agentes autônomos, um mercado inventado pela XP.

Neste momento, o Itaú está comprando 50,1% da Ideal por meio de um aporte primário e aquisição secundária de ações, num total de R$ 651 milhões. Daqui a cinco anos, o banco poderá exercer o direito de compra dos 49,9% restantes.

O CEO da Ideal, Nilson Monteiro, continuará comandando a empresa junto com os outros sócios-fundadores da companhia, que – assim como no caso da XP – continuará autônoma em relação ao Itaú.

A ideal foi criada em 2019 por 16 executivos que trabalharam na Link, vendida ao UBS em 2010.

O negócio começou atendendo o cliente institucional e a corretora, “plugada na nuvem”, logo ganhou share de mercado por sua capacidade de execução.

A empresa encerrou 2020 como a segunda maior corretora da bolsa em negócios no mercado futuro, e, no início do ano passado, anunciou planos de levar sua tecnologia de ponta também para os clientes de varejo.

Em setembro de 2020, a Kaszek investiu R$ 100 milhões por uma participação minoritária na empresa.  O fundo está fazendo uma saída parcial na transação de hoje.

Milton disse num comunicado que o Itaú vai embarcar a tecnologia da Ideal – mais maleável – em diversos segmentos do banco, como o iti, íon e a Itaú Corretora, beneficiando os clientes de todas essas plataformas.