A faixa de preço do  IPO da XP ficou entre US$ 22 e US$ 25, dando à empresa um valuation entre US$ 12 bilhões e US$ 13,8 bilhões — abaixo das expectativas do mercado, que esperava que o piso do valuation fosse R$ 60 bilhões.
 
No piso da faixa, com o câmbio a R$ 4,20, a XP vai valer R$ 50,4 bilhões; no topo, R$ 58 bi. Para efeito de comparação, o BTG Pactual, uma comparação imperfeita mas ainda assim o proxy que o mercado tem usado, vale R$ 61,7 bilhões na B3. 
 
No preço médio da faixa, a XP vai levantar US$ 1 bilhão para seu próprio caixa e seus acionistas botarão no bolso de US$ 700 milhões a US$ 900 milhões. (Os números: das 72,51 milhões de ações na oferta, a companhia está vendendo 42,55 milhões e alguns acionistas estão vendendo 29,95 milhões.)
 
Hoje, o capital da XP é dividido assim:  a XP Controle, o veículo que reúne as participações dos sócios, tem 30% da empresa; os fundos General Atlantic e Dynamo tem outros 20% e o Itaú Unibanco, 49,9%.  O banco não é vendedor na oferta.
 
Cada US$ 1 bi de valor de mercado da XP equivale a 1,3% do valor de mercado do Itaú.
 
A companhia começa hoje o roadshow e deve precificar na Nasdaq na terça-feira que vem, dia 10.
 
No prospecto, a XP diz ter 1,5 milhão de clientes, 5.900 agentes autônomos e R$ 350 bilhões sob custódia — um share de apenas 3% de um addressable market de R$ 7,9 trilhões, segundo a companhia.  Os números são do final de setembro.
 
A receita da companhia até setembro foi de R$ 3,7 bilhões e o lucro líquido dos três primeiros trimestres do ano está em R$ 699 milhões.
 
Os coordenadores da oferta são Goldman Sachs, JP Morgan, Morgan Stanley, XP Investments e Itaú BBA.  
 
BofA Securities, Citigroup, Credit Suisse e UBS também participam do sindicato.