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Cinco anos após realizar seu IPO na Nasdaq, o Patria Investimentos continua a avançar de forma consistente nos seus planos de expansão.
Em julho, a gestora de recursos divulgou seus resultados do segundo tri de 2026, que mostraram mais uma rodada de crescimento robusto.
A casa mostrou fôlego nas captações e encerrou o período com R$ 321 bilhões sob gestão, uma alta de 21% em 12 meses. O volume representou um recorde na sua história, iniciada em 1988.
Os resultados recentes reforçam a posição do Patria como uma das principais gestoras independentes de origem no Brasil e representam um avanço na sua estratégia de se tornar uma plataforma de investimentos cada vez mais global.
Atualmente, a gestora conta com mais de 700 especialistas espalhados pelo mundo e negócios relevantes na América Latina, Estados Unidos e Europa.
Por isso, o foco da expansão do Patria está (e seguirá) na economia real.
“Nosso crescimento é resultado de uma estratégia que combina capital, conhecimento e espírito empreendedor,” disse Marina Tennenbaum, sócia e COO do Patria Investimentos no Brasil.
Segundo a executiva, o modelo que deu projeção à casa não se encerra na economia financeira: transborda para a economia real, com o apoio e a participação direta na gestão de empresas de setores de alta resiliência.
Por meio de estratégias de investimentos alternativos – private equity, infraestrutura, crédito, ações e real estate – a proposta do Patria é de conectar capital e conhecimento ao setor produtivo para solucionar gargalos e desenvolver mercados.
Com essa abordagem, a gestora busca desenvolver companhias, criar empresas líderes, moldar setores e deixar legado para a sociedade – e nesse processo viabilizar oportunidades de investimento atrativas para sua base de clientes.
Nos últimos anos, o modelo tem gerado resultados relevantes.
Em real estate, por exemplo, o Patria já é o maior gestor independente de fundos imobiliários do país, com mais de R$ 38 bilhões sob gestão e mais de 230 imóveis no portfólio.
Entre as propriedades está a Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas (CENU) – parte do fundo TRNT11 e símbolo da transformação na economia real promovido pela gestora.
Considerado um dos principais ativos de lajes corporativas na América Latina, o prédio tem mais de 70 mil m² de área locável, mais de 1.200 vagas de estacionamento e instalações de alto padrão.
Detalhe: quando o Patria se tornou gestor do fundo TRNT11 havia diversos sinais de alerta. A vacância da torre superava a marca de 40% e o empreendimento havia perdido sua classificação de AAA, reduzida para A.
Diante desse cenário, o Patria colocou em marcha um plano de modernização de R$ 75 milhões – e os resultados apareceram.
Com o investimento, conquistou o selo LEED Platinum para a torre, a mais alta classificação para este tipo de empreendimento, e reduziu a vacância para apenas 7%.
O resultado foi que a gestão valorizou um ativo relevante para a cidade de São Paulo e para o ecossistema empresarial que ocupa suas dependências, além de ampliar a eficiência e a geração de dividendos para os cotistas.
A mesma premissa de investir na economia real e fazer a diferença no setor produtivo aparece em outras estratégias.
Em private equity, no qual tem histórico de mais de 30 anos, os fundos geridos pelo Patria apoiaram a expansão de empresas como a Petlove, que ampliou seu modelo para se tornar um ecossistema integrado de produtos, serviços e saúde animal, e agora é uma gigante com receita anual superior a R$ 2,4 bilhões.
Já em infraestrutura – classe de ativo em que detém R$ 46 bilhões sob gestão – a casa participa do desenvolvimento de ativos essenciais.
Por meio da Entrevias, o fundo gerido pelo Patria, investiu mais de R$ 2 bilhões na modernização de 570 quilômetros de rodovias no interior paulista.
Além disso, o Fundo Infraestrutura FIP-M, também gerido pelo Patria, ajudou a criar e desenvolver o Grupo CBO, que hoje opera cerca de 45 embarcações de apoio a plataformas de petróleo e gás em águas profundas, inclusive no pré-sal.
A atuação também se estende ao crédito, como no caso da Socicam, líder nacional na gestão de terminais e aeroportos.
Por meio de uma operação de crédito estruturado, o fundo Patria Infra-Crédito FDIC financiou a melhoria do passivo da companhia com debêntures incentivadas lastreadas nas garantias dos aeroportos de Ilhéus e Chapecó.
Para a gestora, esses exemplos mostram que, para o Patria, gerir portfólios vai além de analisar gráficos e indicadores financeiros.
“Ao investir na economia real, buscamos identificar oportunidades e atuar ativamente na transformação de empresas, ativos e setores, contribuindo para o desenvolvimento de mercados e para a geração de retornos consistentes e valor sustentável aos nossos investidores. É essa capacidade de combinar escala, experiência e proximidade com os negócios que sustenta nossa expansão e orienta os próximos capítulos da nossa trajetória,” disse Marina.
Por isso, para o Patria, as experiências recentes indicam, também, que o caminho do crescimento continuará sendo aquele que sempre esteve no centro da trajetória da gestora: usar seu espírito empreendedor para viabilizar investimentos.
“Não quaisquer investimentos, mas aqueles em que você e toda a sociedade veem valor,” disse a executiva.
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