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Há cerca de três décadas, a Avenida Vieira Souto, em Ipanema, não recebia sequer um lançamento residencial.
Isso não aconteceu por falta de demanda. O problema é que uma das regiões mais cobiçadas (e valorizadas) do Rio de Janeiro não tinha nenhum terreno disponível.
Até agora. É nesse contexto que surge o VIE, novo empreendimento da Balassiano Engenharia na orla de Ipanema.
A operação imobiliária que tornou o projeto possível levou cerca de quatro anos e precisou de uma pitada de ousadia: adquirir um edifício existente e negociar com todos os seus proprietários antes mesmo de começar a desenvolver o projeto.
Vencida essa etapa complexa, o VIE já está em ritmo acelerado: o prédio antigo foi totalmente demolido e as obras de construção já foram iniciadas.
Para o mercado de alto padrão, essa condição interfere diretamente na natureza do produto.
Segundo Thiago Balassiano, diretor da Balassiano Engenharia, em uma localização como essa, metragem, acabamentos e infraestrutura são apenas parte da equação.
“Endereço, vista, baixa densidade, arquitetura e possibilidade de personalização formam uma combinação difícil de reproduzir,” disse Thiago.
No VIE, são seis apartamentos de 411 m² e um Up Garden de 441 m², além de configurações especiais, como o apartamento triplex com sala com pé-direito duplo de 490 m², penthouses com até 565 m², e a cobertura triplex de 407 m².
O projeto foi concebido pela Bernardes Arquitetura a partir de uma premissa especialmente relevante diante de uma paisagem tão marcante: a arquitetura deveria estabelecer uma relação com a praia sem disputar protagonismo com ela.

Projetar na Vieira Souto envolve condicionantes que vão além do terreno. O edifício participa de uma paisagem reconhecida internacionalmente, o que amplia o peso das decisões arquitetônicas sobre sua relação com o entorno, segundo Thiago.
A proposta da Bernardes Arquitetura parte dessa leitura.
Os ambientes sociais são orientados para o mar, com grandes aberturas que favorecem a entrada de luz e a integração visual com a paisagem. Brises, floreiras e áreas abertas participam da composição da fachada, enquanto a organização estrutural preserva a flexibilidade das plantas.
Em um empreendimento de apenas 11 residências, essa configuração permite trabalhar em uma escala mais próxima à de uma casa do que à de um condomínio convencional.
Nas unidades especiais, a distribuição em diferentes níveis amplia essa característica e cria áreas externas diretamente relacionadas à paisagem.
Os apartamentos serão entregues em base bruta, como uma tela em branco para que cada projeto de interiores seja desenvolvido de acordo com as preferências e necessidades de seus proprietários.
Segundo Thiago, a Balassiano Engenharia disponibiliza ainda uma equipe de arquitetos para dar suporte a esse processo de customização.
No segmento de alto padrão, a decisão de compra também passou a incorporar critérios que vão além da metragem e da aparência do imóvel.
Thiago diz que privacidade, eficiência operacional, infraestrutura tecnológica, segurança e capacidade de adaptação passaram a ter peso crescente na avaliação de uma residência concebida para o longo prazo.

Por isso, o VIE reúne academia equipada com linha conceito da Technogym, estrutura para pilates, spa com jacuzzi, banheira de crioterapia e sauna. O sistema de segurança é desenvolvido pela Haganá, enquanto o empreendimento também prevê infraestrutura para recarga de veículos elétricos e soluções voltadas à eficiência energética e à gestão condominial.
Em imóveis na faixa de R$ 30 milhões, a qualidade da operação cotidiana passa a integrar o próprio valor percebido do patrimônio, especialmente quando se trata de um ativo concebido para atravessar diferentes momentos de vida de seus proprietários.
A Balassiano Engenharia atua nesse mercado há 47 anos. Fundada em 1979, a incorporadora tem um volume de incorporação que ultrapassa R$ 2,4 bilhões, com foco em empreendimentos de alto padrão.
Thiago ainda chama a atenção para outro fato: há uma diferença importante entre um imóvel de alto valor e outro cuja oferta é estruturalmente limitada.
O primeiro pode encontrar concorrentes em diferentes bairros, cidades ou mercados. O segundo depende de uma combinação de condições que não pode ser reproduzida apenas com capital.
Na Vieira Souto, o endereço é fixo, com vista definitiva para o mar e possibilidade praticamente inexistente de novos terrenos. É esse contexto que coloca o VIE em uma escala patrimonial distinta daquela encontrada em empreendimentos de maior densidade.
Em um mercado no qual projetos, tecnologias e atributos podem ser reproduzidos, há um componente que permanece necessariamente restrito: o endereço.
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