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Em um mundo em que a urgência climática impõe novos ritmos à economia e ao consumo, transformar a moda e torná-la cada vez mais responsável do ponto de vista socioambiental deixou de ser escolha para se tornar compromisso e um imperativo.
Mais do que acompanhar essa mudança, o Azzas 2154, maior grupo de moda da América Latina, vem liderando esse movimento com avanços em sua agenda ESG que conectam circularidade, rastreabilidade e impacto positivo em toda a cadeia produtiva, desde a origem da matéria-prima ao destino final de cada peça pós-consumo.
Nome por trás de marcas icônicas como Arezzo, Schutz, FARM Rio, Reserva e Hering, a companhia acaba de divulgar o seu segundo Relatório Anual de Sustentabilidade, como parte de um movimento que reforça sua meta de ampliar os seus impactos socioambientais positivos no país e no mundo.
Estruturado sob três pilares — Moda Mais Limpa e Responsável, Moda Mais Bela e Justa e Moda Mais Ética e Transparente — o documento referente ao ano de 2025 mostra como a sustentabilidade permeia a estratégica do negócio.
Essa transformação já se traduz em avanços concretos. No último ano, o Azzas 2154 atingiu 100% de uso de energia elétrica renovável e certificada em todas as operações próprias — fábricas, centros de distribuição, lojas e escritórios — cinco anos antes do prazo previsto. No mesmo período, reduziu em mais de 30% suas emissões de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2, aproximando-se da meta de diminuição de 42% até 2030.
Mas a evolução não se limita à redução de impactos: ela também exige reinventar ciclos produtivos.
É nesse ponto que a circularidade ganha protagonismo, com iniciativas como a Animale Vintage, que arrecadou 215 mil peças usadas para revenda, reaproveitamento têxtil e apoio a organizações sociais parceiras.
Em paralelo, soluções como a Reserva Circular estruturam a logística reversa no pós-consumo, garantindo a destinação adequada das peças e fortalecendo a gestão de resíduos na cadeia.
Já na OFF Premium, a linha Off For Future, criada no último ano, reaproveitou 26,5 mil rolos de tecido e gerou 51 mil produtos, evitando o descarte equivalente a cerca de dez caminhões de material.
Essa lógica também atravessa a trajetória histórica de outras marcas do grupo.
Na Hering, a tradicional Camiseta World é produzida há mais de 30 anos com processos eficientes que economizam cerca de 30% de matéria-prima, água e energia em cada peça, um exemplo de como tradição e inovação podem coexistir sob o mesmo princípio de responsabilidade.
Dentro desse movimento, a rastreabilidade é um eixo central. Em 2025, foram alcançados 43,7% de rastreamento do couro até o abate, superando a meta proposta para o ano e caminhando rumo aos 100% até 2030.
Além disso, o lançamento inédito do Guia de Matérias-Primas Responsáveis fortaleceu esse cenário ao orientar equipes internas e fornecedores na escolha de insumos de menor impacto ambiental e social, padronizando critérios e ampliando a sua transparência desde a origem.
Segundo Suelen Joner, head de sustentabilidade do Azzas 2154, a moda tem um papel fundamental na forma como as pessoas consomem recursos e contam histórias.
“Evoluir em circularidade e rastreabilidade é incorporar critérios claros e responsáveis em toda a cadeia de valor, com mais visibilidade sobre processos e fornecedores,” disse Suelen.
Para ela, mais do que reduzir impactos, esse movimento permitiu à empresa evoluir a lógica produtiva como um todo e “engajar nosso ecossistema na construção de um modelo mais consistente e transparente.”
No campo social, a transformação também passa pelas pessoas.
O Azzas 2154 vem ampliando suas iniciativas com impacto transversal em todo o grupo, reforçando uma visão que combina desenvolvimento, inclusão e geração de valor para a sociedade.

Esse compromisso se estende para além da companhia, com iniciativas que fortalecem comunidades como o 1P=5P, da Reserva, que completa 10 anos em 2026 e direciona parte das vendas para o combate à insegurança alimentar.
Em 2025, o programa contribuiu para a distribuição de 31,4 milhões de pratos de comida, totalizando mais de 170 milhões desde sua criação.
Segundo Suelen, garantir condições mais justas e dignas de trabalho ao longo da cadeia produtiva é outra premissa do grupo, que reforça sua estrutura organizacional com um protocolo próprio de auditoria socioambiental para fornecedores diretos e indiretos.
Hoje, 93% dos fornecedores tier 1 e 2 já contam com certificação socioambiental, enquanto 85% possuem certificação ABVTEX, referência nacional na garantia de direitos humanos na cadeia da moda.
Por fim, a atuação do grupo é reconhecida pelo mercado: o Azzas 2154 avançou com nota A- no CDP nas frentes de clima e água, e manteve sua participação, com evolução na pontuação, no ISE e no ICO2, ambos da B3, além de destaque crescente em índices que avaliam transparência climática.
Se a governança fortalece a estrutura dessa pauta, é na cultura e na biodiversidade brasileira que ela ganha expressão única.
Projetos como o “Mil árvores por dia, todos os dias”, da FARM Rio, que já ultrapassou a marca de 2 milhões de mudas destinadas ao reflorestamento dos biomas brasileiros, traduzem esse compromisso de forma concreta, segundo Suelen.
A iniciativa se soma às parcerias contínuas com povos originários, como a collab da marca carioca com os Yawanawá, reforçando que sustentabilidade também significa proteger a ancestralidade, a identidade e a riqueza natural.
Para a executiva, é justamente nessa combinação entre cultura, criatividade e maior comprometimento com boas práticas socioambientais que o Brasil — e a moda brasileira — encontram seu diferencial competitivo no cenário internacional.
“O nosso País tem uma oportunidade única de liderar uma nova lógica na indústria global. E é exatamente nisso que nos diferenciamos: na nossa diversidade cultural, na nossa força criativa e vibrante, em nossos recursos naturais únicos, atributos que nos dão asas para ir mais longe e construir o futuro que queremos ver em 2154,” disse Suelen.
Ao integrar inovação, impacto social, rastreabilidade, circularidade e regeneração ambiental, o Azzas 2154 não apenas redesenha sua própria cadeia, mas ajuda a reposicionar a moda brasileira como protagonista de um futuro mais consciente, responsável e, sobretudo, mais resiliente e longevo.






