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As empresas estão em meio a uma corrida da inteligência artificial.
Para não ficarem para trás, investem bilhões em tecnologia, na criação de infraestrutura e no desenvolvimento de modelos cada vez mais sofisticados.
O grande problema: o principal gargalo para obter os ganhos com a AI não é tecnológico, mas humano, segundo um relatório recente do Fórum Econômico Mundial.
O iFood sentiu isso na pele. Apesar de ter 12,5 mil agentes de AI em sua estrutura, a companhia percebeu que parte dos seus 8 mil colaboradores não utilizava a ferramenta da melhor forma.
Segundo Camila Pinto, diretora de pessoas do iFood, em uma empresa em que a tecnologia é um pilar tão importante, qualificar quem opera os agentes é mais do que uma prioridade: é uma necessidade.
Diante disso, o iFood vai oferecer, a partir de junho, educação ilimitada para todos os seus “FoodLovers” – como são chamados seus colaboradores.
Os profissionais terão acesso a graduações, pós, cursos livres e de idiomas nas principais instituições de ensino brasileiras e estrangeiras.
Esse acesso ocorre por meio da Unico Skill, empresa brasileira que criou o benefício educação ilimitada que atua como uma espécie de plano de saúde da educação.
Funciona assim: a companhia paga um valor fixo por mês por colaborador, que passa a ter acesso à plataforma da Unico Skill com as mais de 26 mil opções de graduação, pós, cursos livres, de idiomas e mentorias.
Entre as mais de 100 instituições de ensino na plataforma estão nomes como Ibmec, USP, Mackenzie, Fundação Dom Cabral, Adapta, Coursera, O’Reilly, CNA, além das algumas das melhores universidades estrangeiras.
Cada colaborador do iFood poderá construir sua própria trilha de aprendizagem, personalizada de acordo com as demandas do trabalhador.
Segundo Camila, numa empresa que se considera “AI first”, o maior investimento que pode ser feito é nas pessoas que constroem e operam essa inteligência.
“Na nossa cultura valorizamos e incentivamos o aprendizado e o desenvolvimento constantes. Para nós do iFood, capacitação é infraestrutura,” disse a executiva.
Para Joca Oliveira, CEO da Unico Skill, o movimento do iFood confirma uma tese que ele defende há anos: “as empresas que vão ganhar a disputa por talentos são as que entenderem que desenvolver pessoas é tão estratégico quanto qualquer investimento em tecnologia.”
“O iFood já entendeu,” disse Joca.
A partir deste mês, o profissional do iFood poderá estudar o que quiser, quando quiser e como quiser, de forma ilimitada, segundo Joca.
Nas contas da Unico Skill, o benefício tem um retorno sobre o investimento (ROI) de 4x – ou seja, a cada real investido pela empresa, o colaborador consome, em média, quatro reais em educação de qualidade.
Atualmente, mais de 100 das maiores empresas do Brasil oferecem o benefício a seus colaboradores.
Além do iFood, a Unico Skill está disponível para funcionários de companhias como Bayer, Bradesco, Aché, Nestlé, Pague Menos, Solar Coca-Cola, Nestlé, Heineken, que, juntas, têm mais de 200 mil profissionais.






