23 de mar, 2026
Neste episódio do POWER, Adriano Pires conversa com o cientista político Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, sobre o impacto da nova ordem geopolítica no País — e suas implicações para as eleições deste ano.
Para Aragão, pela primeira vez em ciclos recentes, a política externa tende a ganhar protagonismo no debate eleitoral. “A gente não lembra muito de política externa sendo uma ferramenta. Hoje, a política externa entregou ferramenta para todo mundo,” diz.
Apesar das incertezas, Aragão vê oportunidades. Num mundo mais preocupado com segurança energética e alimentar, o Brasil mantém ativos estratégicos relevantes — e continua sendo destino de investimento estrangeiro. “O Brasil ainda oferece um mínimo de segurança jurídica… e tem muito espaço para investimento.”
Aragão também critica o cenário atual em Brasília, que privilegia o curto prazismo: “O Brasil, hoje, é tricameral: Câmara, Senado e STF.” Além da falta de debate sobre o futuro – e a causa é estrutural: “É muito difícil no Brasil ter um plano de governo. Porque, hoje, você tem um Congresso hiperfragmentado.”
Ainda assim, o cientista político apresenta um relativo otimismo. Entre os mercados emergentes como Rússia, o Brasil é o que oferece menos problemas para investidores. “É um concurso de feiura — e a gente é o menos feio,” diz.
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