O Governador de Minas Gerais, Mateus Simões, decidiu indicar um novo CEO para a Cemig, visando atender aliados políticos em meio à disputa eleitoral.
Foram indicados para a vaga dois nomes, que já estão sendo submetidos aos processos de governança da estatal: Marcio Nunes, um ex-CEO da Copasa, e Fernando Fagundes, que já foi diretor jurídico da Light.

A mudança no comando da Cemig chama atenção por ocorrer apenas três meses após a posse de Alexandre Ramos, o atual CEO – e às vésperas das eleições.
Ramos, que também é presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e já tinha passado pela diretoria da Cemig antes de assumir a presidência, foi elogiado recentemente por Simões e deve seguir no conselho da companhia mineira.
O favorito para o cargo de CEO é Nunes – uma indicação do União Brasil, o partido do candidato a vice-governador na chapa de Simões, Danillo de Castro, de quem ele é próximo.
Nunes foi CEO da Copasa, recém-privatizada, entre 2005 e 2009, e da Gasmig entre 2008 e 2011.
Formado em Engenharia Civil pela PUC-Rio, trabalhou por 28 anos na Eletrobras e chegou a ser diretor financeiro de Furnas entre 2001 e 2003.
Já Fagundes, ex-diretor jurídico da Light quando a empresa era controlada pela Cemig, foi procurador do Ministério Público de Minas Gerais e indicado ao cargo na elétrica pelo então Governador Antonio Anastasia.
O nome de Fagundes foi o primeiro a ser indicado, mas Nunes estaria no momento com maiores chances de ser o escolhido, segundo as fontes.
Além da troca de CEO, são esperadas outras potenciais mudanças na diretoria da Cemig para atender pressões políticas às vésperas das eleições ao governo estadual.
Simões, que era vice do hoje candidato à Presidência Romeu Zema, tem enfrentado desafios em sua tentativa de reeleição. Ele aparece nas pesquisas atrás do Senador Cleitinho, do ex-ministro petista Patrus Ananias e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil.











