O Strava — o aplicativo de wellness especializado no registro de atividades esportivas que virou uma febre no Brasil — entrou com um pedido confidencial de IPO nos últimos dias, disse o site The Information.
A Goldman Sachs está assessorando a empresa, e a oferta deve ocorrer já na primavera do hemisfério norte.
Ainda não se sabe quanto a companhia pretende captar, mas o IPO daria uma oportunidade de saída a investidores antigos, como a Sequoia Capital e o TCV.
A Go4it Capital, o veículo de investimentos de Marc Lemann e Cesar Villares, é acionista da empresa desde 2016.
Lançado em 2009, o Strava ganhou evidência com o boom de práticas esportivas como a corrida e o triatlo no pós-pandemia e foi avaliado em US$ 2,2 bilhões em uma rodada recente liderada pela Sequoia.
O aplicativo permite que os usuários documentem seus treinos, criem grupos e acompanhem o progresso de outros usuários — o que faz alguns membros da comunidade também utilizarem a plataforma para flertar.
É possível registrar algumas atividades no aplicativo de forma gratuita, mas o Strava faz dinheiro com a venda de planos de assinatura que incluem programas de treinamento e análise de dados.
O Strava tem mais de 150 milhões de usuários ativos em 185 países, dos quais 20 milhões são brasileiros — o País é o segundo maior mercado da empresa.
Diante do hype recente, a receita do Strava cresceu mais de 50% no ano passado, disse o The Information.
No entanto, a empresa ainda possui receita anual abaixo dos US$ 500 milhões, uma pequena fração do que outros negócios de internet faturam.
Na Bolsa, o Strava terá a Peloton — que produz aparelhos de ginástica, mas hoje fatura mais com seu negócio de assinaturas — como um peer direto. Outras empresas como Garmin, Lululemon e Planet Fitness também atuam em diferentes áreas do setor de wellness, mas sem a mesma estratégia asset-light.











