A SPX Capital acaba de anunciar que está absorvendo a operação do Carlyle no Brasil, criando uma área de private equity dentro da gestora de Rogério Xavier, mais conhecida por gerir fundos multimercados cujos ativos chegam a R$ 48 bilhões.

Parte do time do Carlyle no Brasil vai para a SPX, que passa a ser a gestora dos fundos do Carlyle, que administram US$ 3 bilhões incluindo investimentos na RI Happy, Madero, Tok&Stok, Rede D’Or e Uniasselvi. 

Fernando Borges, o atual head do Carlyle na América do Sul, vai liderar a área de private equity e se tornará sócio da SPX. 

O movimento levantou duas leituras no mercado: ou a SPX está buscando musculatura para um IPO, ou o Carlyle estava querendo sair do Brasil e a SPX aproveitou a oportunidade. 

Uma fonte próxima à empresa sustenta que um IPO não acontecerá no curto prazo, porque a gestora ainda tem “muito trabalho a fazer.” O objetivo final da gestora é construir uma plataforma multiativos em escala global.

Num comunicado, a SPX disse que as duas empresas vão firmar “uma parceria estratégica de longo prazo” que dará à SPX acesso a toda a plataforma global do Carlyle, ao mesmo tempo em que dará ao Carlyle a opção de co-investir com a SPX em novos negócios “acima de um determinado tamanho.”

A expectativa é que a transação seja finalizada no segundo ou terceiro trimestre deste ano.

Depois de começar 10 anos atrás como um fundo macro, com sócios egressos da tesouraria do Banco BBM, a SPX começou a administrar fundos de ações com a chegada de Leo Linhares em 2012, abriu escritórios em Londres e Nova York, e iniciou uma estratégia de crédito com Beny Parnes em 2019. Em janeiro, a gestora criou uma joint venture com a Cyrela Commercial Properties (CCP) para gerir fundos de investimentos em ativos imobiliários. O CEO da CCP, Pedro Daltro, deixou o comando da companhia para liderar a JV. 

Agora, a única peça que parece faltar no tabuleiro é venture capital.

Por meio de um programa agressivo de reinvestimento de lucros e bônus, os cerca de 40 sócios da SPX têm cerca de R$ 3 bilhões em capital próprio — moeda que pode ser usada em aquisições e desenvolvimento das novas verticais.