A gestora multiprodutos de Rubens Henriques em sociedade com o BTG está começando a tomar forma.

Rubens, que deixou o cargo de CEO da Itaú Asset em setembro para montar a nova casa, acaba de trazer Rodrigo Carvalho para comandar a estratégia multimercado macro.

Carvalho tem 26 anos de mercado, 15 deles em gestoras independentes — e conhece Rubens há 14.  Foi um dos fundadores da Mauá Capital com Luis Fernando Figueiredo, e entre 2009 e 2014 geriu um fundo macro na Polo, de onde saiu para fundar a Vintage, uma gestora carioca em sociedade com os ex-Garantia Guilherme Amaral e Ricardo de Paulo.

Segundo a Vintage, o resultado individual de Carvalho na gestão de diversos fundos macro nos últimos 11 anos foi CDI mais 10,6% ao ano, ou 227% do CDI no período (líquido de taxas), com vol de 6,5%.  

A nova gestora vai se chamar Clave — o sinal que indica ao músico o nome e altura da nota — e deve começar a operar em abril com 35 pessoas em escritórios no Rio e em São Paulo.

Na Faria Lima, acredita-se que o BTG se comprometeu a colocar R$ 2,5 bilhões em troca de 30% do equity e 10% do lucro. O capital está comprometido por três anos. Apesar do investimento, a gestora vai operar de forma independente do banco. 

Em linhas gerais, a participação minoritária segue o mesmo arranjo que o BTG tem com a Kapitalo e o Credit Suisse com a Verde.

Além de multimercado macro, a Clave começará com outras duas estratégias.

Como reportamos aqui, André Caldas vai liderar a renda variável. (O time tem oito pessoas e já está completo.)

A estratégia quantitativa será liderada por Moacir Fernandes, com um time de cinco pessoas. Moacir tem duas décadas de experiência em gestão quantitativa.  Por quase 10 anos foi sócio da Murano, uma gestora quant do Rio, e teve experiência internacional na Graham Capital e Concordia Advisors.

Ao longo do ano, a Clave deve anunciar seus times de real estate, crédito estruturado, e, depois da virada, private equity.