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Wealth Journal ROUNDTABLE: Onde investir agora (dica: nada de mudanças radicais)

22 de jan, 2024

Os Estados Unidos vão continuar ditando o rumo dos mercados neste ano. As decisões do Federal Reserve sobre os juros devem definir o comportamento das bolsas na maioria dos países (mais do que qualquer cenário local), e um dos maiores riscos a serem monitorados são os impactos da eleição presidencial americana. Essa é a visão dos CIOs de alguns dos principais wealth managements do país: Paulo Miguel, do Julius Baer Brasil, Leonardo Monoli, da Azimut Brasil WM, e Luciano Telo, CIO para o Brasil no UBS Global Wealth Management.

“Muita gente foi pega no contrapé em 2023 com uma visão extremamente negativa de Brasil, ancorada na dificuldade da política fiscal”, diz Miguel. Ainda que o desafio de equilibrar as contas seja gritante, como a situação fiscal ficou razoavelmente controlada, diz Miguel, a bolsa brasileira seguiu o comportamento do mercado americano, que foi beneficiado pela perspectiva de controle da inflação sem recessão.

A projeção para o ano é de queda de juros, aqui e no exterior, o que deve beneficiar as bolsas. Mas os gestores não recomendam fazer grandes mudanças nos portfólios agora. “O plano de voo”, afirma Telo, é aumentar os investimentos em ações ao longo do ano, à medida que os cortes que já estão precificados aconteçam de fato. Por preço, ele prefere a bolsa brasileira à americana.

Monoli vê uma série de riscos de cauda no radar a maioria deles, geopolíticos. Para proteger o patrimônio, ele recomenda ter liquidez, o que permite fazer mudanças táticas de forma mais ágil – se isso for mesmo necessário. Mexer demais nos investimentos é a receita para o desastre, concordam os gestores.

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