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A economia do crime e os chatos da sala 

20 de dez, 2023

“O papel do economista é ser o chato da sala. É nosso papel apresentar para a sociedade os tradeoffs que existem em políticas públicas, inovações tecnológicas e outros temas,” diz o economista Rodrigo Soares, professor do Insper. Doutor em economia pela Universidade de Chicago, suas áreas de pesquisa se concentram em microeconomia aplicada, economia do trabalho, crime e saúde.

Neste episódio do videocast Lado BSoares destaca a “revolução de credibilidade” na economia dos últimos 40 anos – ao aliar evidências empíricas e rigor metodológico, permitiu a compreensão dos verdadeiros efeitos causais de determinadas políticas. “Grande parte da microeconometria moderna está em tentar unir a riqueza de dados que temos com as técnicas estatísticas adequadas, para separar os efeitos positivos dos negativos.” Ele ilustra isso com os resultados obtidos em alguns de seus estudos recentes.

Num deles, o economista mostrou que nem sempre um aprimoramento da regulamentação ajuda a combater atividades ilegais e violência. Quando o Estado não tem capacidade de fiscalizar, pode acontecer justamente o contrário. Para tentar evitar que o mogno fosse extinto, medidas restritivas foram aplicadas a partir dos anos 1990 e essa atividade se tornou ilegal. “Um mercado legal simplesmente se tornou ilegal,” diz ele, mas, sem a atuação efetiva do Estado, a extração continuou igual e até aumentou em alguns casos. Além disso, como não era possível recorrer às autoridades para resolver conflitos, houve um aumento da violência.

Discutir temas diversos com base em pesquisas e evidências é a proposta do videocast Lado B, que tem tem novos episódios a cada quinzena. O economista Marcos Lisboa recebe convidados para debater macroeconomia, ciência, gênero no mercado de trabalho, políticas públicas, urbanismo e outros assuntos que afetam o nosso cotidiano.

Disponível também na versão podcast no site do Brazil Journal e no Spotify:

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