A Petrobras decidiu convidar o consórcio formado por PetroRecôncavo e Eneva para negociações exclusivas sobre o Polo Bahia-Terra, depois que o consórcio ofereceu cerca de US$ 1,35 bilhão pelo ativo, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal.

Bahia-Terra – um cluster composto por 28 campos de produção de petróleo onshore nas bacias do Recôncavo e Tucano – produziu seu primeiro óleo no início de 1958.

O polo é um dos últimos do processo de desinvestimento de campos maduros terrestres pela Petrobras, e muito complementar para a PetroRecôncavo, que opera na mesma bacia há 22 anos.

O cluster hoje tem uma produção de 11 mil barris de óleo equivalente/dia – incluindo 250 mil m3/dia de gás – e traz consigo toda uma infraestrutura para produção, escoamento, tratamento primário de petróleo e gás natural. 

O processo de venda foi aberto pela Petrobras em novembro de 2020. Depois de receber as propostas em fevereiro de 2021, a Petrobras selecionou a Aguila Energia (que ofereceu US$ 1,8 bi) para negociações com exclusividade. 

Quando a transação da Aguila não avançou, por falta de financiamento, a Petrobras chamou uma nova rodada de ofertas em fevereiro de 2022.

Três empresas colocaram propostas: Aguila, Petroborn e o consórcio PetroRecôncavo/Eneva. A 3R também foi convidada mas declinou.