Venho de uma família nascida e criada em Petrópolis.  Toda nossa memória afetiva está na cidade, que representa tanto para a História do Brasil.

Há pouco menos de um ano, com a ajuda de meus amigos e numerosos familiares, montei o SOS Serra para aliviar a dificuldade das pessoas como resultado da pandemia.

De lá para cá, já doamos mais de 20 toneladas de alimentos. Mal sabíamos que nossa missão subitamente mudaria de escala.

Na terça-feira à tarde, o que parecia ser apenas mais uma chuva de verão rapidamente se tornou uma tragédia. Em questão de minutos, a cidade imperial virou um cenário de guerra. 

Os rios transbordaram, arrastando pessoas e carros; encostas cederam, soterrando casas; e até o momento em que escrevo, 66 vidas já foram perdidas. 

Se existe algum consolo, ele é o seguinte: em nosso curto histórico no SOS Serra, aprendemos que o ser humano é mais altruísta do que egoísta.

Imediatamente decidimos usar todos os nossos fundos disponíveis para ajudar – e as pessoas responderam à altura.

Às 22h55 tínhamos R$ 50 mil depositados. Às 23h33 eram mais de R$ 100 mil e, hoje à tarde, passamos de R$ 1,5 milhão. 

E, ensinando mais uma vez que quem pode menos faz mais, houve dezenas de depósitos de 50 centavos, 5 reais, 100 reais.

Não vamos parar – e peço que você se junte a nós. O clichê diz que é da crise que nascem as oportunidades – e a grande oportunidade aqui é fazer uma diferença real na tragédia do outro. 

Se não podemos salvar a vida de quem a chuva levou, podemos mudar a de quem ficou: agasalhar, alimentar, reconstruir.  

E se conseguirmos pelo menos isso, talvez possamos começar a sonhar com um país melhor. Sem gente vivendo em encostas, sem lixo jogado nos rios, sem tanta pobreza e dor. 

Associação SOS Serra

Pix: 24 993038885

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Gisela Simas é fundadora da Associação SOS Serra.