O olist — a startup que ajuda pequenos varejistas a vender na internet — acaba de levantar US$ 186 milhões numa rodada que avaliou a empresa em US$ 1,5 bi (post money). 

A Série E foi liderada pela Wellington Management e é um dos primeiros investimentos da gestora americana — que tem mais de US$ 1 trilhão em ativos — numa empresa privada da América Latina. 

Também participaram da rodada o SoftBank, Corton Capital, Valor Capital, Goldman Sachs, Globo Ventures e o investidor Kevin Efrusy.

A nova captação vem cerca de um ano depois da última rodada do olist, quando ele levantou R$ 450 milhões com o SoftBank e Goldman Sachs. 

De lá para cá, o olist fez quatro aquisições: a empresa de social commerce Clickspace; a logtech PAX; a VNDA, uma plataforma de criação de e-commerces focada nas marcas DNVBs; e a Tiny ERP, de software de gestão. 

Fundado em 2015, o olist nasceu com apenas um produto, o store, que funciona como uma camada de inteligência entre pequenos lojistas e os marketplaces, permitindo que eles sejam mais bem ranqueados nas buscas e compitam em condições mais justas com os grandes sellers. 

Os lojistas tombam seu inventário na plataforma, que sugere o melhor preço e começa a vender os produtos no olist store, a loja própria da empresa que opera nos principais marketplaces do País (da Amazon ao Mercado Livre). 

O CEO e fundador Tiago Dalvi disse ao Brazil Journal que a empresa ainda tem boa parte dos recursos da Série D em caixa, mas decidiu fazer a nova capitalização para acelerar seu plano de criar um “sistema operacional completo para atender o lojista de ponta a ponta.”

A capitalização vai ser usada para fortalecer todas as verticais da empresa, mas um dos focos principais será a logística. 

Desde a compra da PAX, no final do ano passado, o olist expandiu de forma significativa sua solução logística, que já responde por 80% das vendas dos seus clientes. 

Nos próximos meses, a empresa vai lançar também uma ferramenta de fullfilment: o olist vai ficar com o estoque dos clientes e cuidar de toda a logística, o que deve acelerar muito o prazo das entregas. 

Outra frente de expansão serão os serviços financeiros. O olist já oferece a seus lojistas linhas de crédito para capital de giro e a antecipação de pagamentos, mas o plano é expandir as ofertas de crédito com novos produtos e também fazer o rollout da oferta para toda a operação. 

A capitalização também vai financiar a internacionalização da startup, começando pelo México, onde o olist entrou recentemente. O plano é replicar por lá a mesma coisa que a empresa fez no Brasil. 

Tiago diz que não descarta novos M&As já no curto prazo.

“Nosso ecossistema já está formado, mas entendemos que existem múltiplas dores correlatas que faz sentido trazer outras empresas para resolver. Nosso pipeline de M&As segue aquecido, mas a ideia é comprar empresas dentro dessas quatro verticais que já operamos,” disse o CEO. 

O olist atende 45 mil clientes, entre pequenos varejistas e marcas independentes. A meta é adicionar outros 100 mil até o final do ano que vem, aumentando o faturamento da empresa em mais de 3x. 

ARQUIVO BJ

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