O Bradesco reportou um trimestre saudável, impulsionado por uma performance espetacular em seguros, queda nas provisões e qualidade de ativos melhor que o esperado.

O lucro líquido alcançou R$ 6,8 bilhões no trimestre — alta de 34,5% na comparação com o mesmo período do ano passado e 7% em relação ao segundo tri deste ano. 

O retorno sobre o patrimônio líquido alcançou 18,3%, 5,4 pontos percentuais acima do mesmo tri do ano passado.

Na operação de seguros — uma área mais importante para o banco do que para seus peers — o resultado somou R$ 3,2 bilhões, mais que o dobro do trimestre anterior.

A Bradesco Seguros teve um alívio nos sinistros relacionados à covid, que haviam machucado o segundo tri. Mas agora, o banco também viu uma aceleração do crescimento de prêmios, com um executivo descrevendo uma “mudança cultural”: mais clientes do banco estão procurando o produto.

A inadimplência continuou muito mais comportada do que o mercado imaginava um ano atrás, quando os bancos fizeram montanhas de provisões para se preparar para um inverno nuclear no pós-covid.

A inadimplência “acima de 90 dias” aumentou apenas 10 pontos-base, de 2,5% para 2,6%, comparado a aumentos de 20 pontos-base no Santander e 30 pontos-base no Itaú.

Na medida em que a economia se normaliza, os bancos estão consumindo essas provisões. A PDD expandida foi de R$ 3,4 bilhões, uma queda sequencial de 3,7% e anual de 40%.  

Em termos de Basileia, o Bradesco terminou o trimestre mais capitalizado que seus concorrentes. O chamado ‘capital principal’ está em 12,7% na Cidade de Deus, comparado a 12% no Santander e 11,3% no Itaú. 

O CEO Octavio de Lazari Jr. disse em nota que as empresas e consumidores se mostraram mais confiantes no terceiro trimestre, com o banco vendo ”maior engajamento em produtos como crédito, cartão de crédito, seguros e investimento, o que se reflete em aumento das receitas de prestação de serviços.” A receita de prestação de serviços subiu 4,1% para R$ 8,8 bilhões no trimestre.